Dino afirmou que o Partido Novo não poderia pedir o afastamento. Segundo ele, esse tipo de medida cabe à PF ou ao Ministério Público.

Andrei Rodrigues ficou menos de um dia afastado do comando da Polícia Federal. Nesta quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino determinou seu retorno imediato ao cargo de diretor-geral da corporação.
Leandro Almada da Costa também deverá voltar à Diretoria de Inteligência Policial.
A decisão suspende a ordem de André Mendonça, que havia sido referendada pela Segunda Turma do STF no dia anterior.
Mendonça afastou os dois delegados após afirmar que foi alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da Polícia Federal por mais de 30 dias.
Dino entendeu que havia um problema na origem da medida.
O pedido de afastamento havia sido feito pelo Partido Novo. Para o ministro, partidos políticos não podem solicitar esse tipo de medida cautelar em um processo penal.
“É inequívoca a ilegitimidade ativa do Partido Novo para requerer a medida cautelar”.
Segundo Dino, essa prerrogativa cabe à autoridade policial e ao Ministério Público.
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O ministro também apontou outra questão. Edson Fachin já havia levado ao Plenário do STF a discussão sobre os relatórios de inteligência da Polícia Federal.
Dino afirmou que isso impediria uma decisão individual sobre o mesmo tema. Também destacou que Mendonça aparece como interessado no procedimento que trata dos relatórios.
A reintegração ocorreu após um recurso apresentado pelo próprio Andrei Rodrigues.
O diretor-geral argumentou que seu afastamento poderia prejudicar investigações em andamento. Dino concordou que a retirada da cúpula da PF poderia afetar centenas de apurações urgentes.
Entre os casos citados estão investigações sobre o assassinato de Marielle Franco, fraudes financeiras e negociação de decisões judiciais.
Dino também afirmou que a atuação de Andrei se limitou ao cumprimento de ordens judiciais de Alexandre de Moraes.
Com a nova decisão, Andrei e Leandro voltam aos cargos enquanto o conflito sobre os relatórios de inteligência segue para análise do Supremo.
Em menos de 24 horas, uma ordem afastou a cúpula da PF e outra determinou sua volta. Agora, a disputa passa pelo Plenário.
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