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Dino ajudou Andrei a chegar à PF e agora determinou sua volta ao cargo

Andrei Rodrigues foi citado no caso Master e afastado da diretoria por Mendonça, em decisão chancelada pela Segunda Turma do STF. Uma decisão de Flávio Dino recolocou Andrei no cargo.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Flávio Dino e Andrei Rodrigues
Fonte da imagem: STF/Agência Brasil

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Em dezembro de 2022, Flávio Dino estava para assumir o Ministério da Justiça quando indicou ao presidente Lula quem queria no comando da Polícia Federal. Era Andrei Rodrigues.

Dino fez questão de dizer que a escolha havia partido dele.

"Em relação à direção-geral da PF, levei ao presidente Lula, nessa direção de trabalho e proximidade, o nome do delegado Andrei Rodrigues”.

Andrei havia coordenado a segurança de Lula durante a campanha. Dino levou o nome ao então presidente eleito e recebeu o aval. Quase quatro anos depois, os dois voltaram ao centro da mesma história.

Isso porque Dino determinou o retorno de Andrei à chefia da PF. Ele havia sido afastado menos de um dia antes por André Mendonça. A decisão de Mendonça foi referendada pela Segunda Turma do STF.

Mas por que Dino entrou no caso?

Andrei levou o pedido até Dino por outro processo

Andrei levou o recurso a Dino por meio de uma investigação ligada ao filme Dark Horse, que já estava sob responsabilidade do ministro.

Ele argumentou que o afastamento poderia atrasar investigações e atrapalhar o trabalho da PF. Dino acolheu o argumento e afirmou que a decisão atingia casos sob sua relatoria.

Também concordou com outro ponto. O afastamento havia sido pedido pelo Partido Novo. Para Dino, esse tipo de medida não pode ser solicitado por um partido em um processo penal. Isso cabe à Polícia Federal ou ao Ministério Público.

O argumento contrasta com um episódio de 2020, quando o PDT acionou o STF para barrar a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da PF. Os casos, porém, ocorreram em contextos processuais diferentes.

Há ainda uma disputa sobre quem pode decidir o caso. Edson Fachin já havia levado ao Plenário do STF a discussão sobre os relatórios da PF. Dino também destacou que Mendonça é citado nesse mesmo contexto.

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De quem é a responsabilidade do caso?

A jornalista Malu Gaspar afirmou que o ministro entrou em uma disputa que não estava originalmente sob sua responsabilidade.

“O STF virou uma várzea”, disse.

Ela também questionou por que movimento semelhante não ocorreu em outros casos envolvendo Alexandre de Moraes.

Dino apresenta outro argumento. A decisão de Mendonça atingia diretamente investigações sob sua relatoria e poderia comprometer trabalhos da PF.

Este é mais um capítulo de uma crise que começou antes. Tudo ganhou força depois que André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF sobre Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes e outros nomes citados no caso Banco Master.

A Brasil Paralelo preparou um resumo para explicar o que aparece no documento e como esse material levou à atual crise no STF.

Assista abaixo:

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