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Política•5 min de leitura

Gilmar Mendes é flagrado com objeto que parece celular dentro da cabine de votação

Equipe do ministro afirmou que objeto que estava em suas mãos era, na verdade, uma carteira.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Gilmar Mendes votando com o celular na mão
Fonte da imagem: Reprodução

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23h
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44s

O ministro do STF Gilmar Mendes foi flagrado usando o celular dentro da cabine de votação no domingo de primeiro turno.

Assessores do ministro afirmaram que o objeto, na realidade, era uma carteira funcional, que estava com a cola dos votos do ministro.

O celular de Gilmar foi entregue para um segurança, segundo a equipe. A mesária responsável pela sessão confirmou a versão.

O ministro viajou de Brasília para Cuiabá, capital do Mato Grosso, para realizar seu voto na cidade de Diamantino.

Segundo a página do TRE de São Paulo, entrar ou tentar entrar com o dispositivo na sessão pode ser considerado crime eleitoral.

De acordo com o art. 312 do Código Eleitoral, violar ou tentar violar o sigilo do voto é crime, com pena de detenção de até dois anos.

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Romeu Zema também foi filmado com o celular

Enquanto votava nas eleições presidenciais, o candidato Romeu Zema (Novo) foi flagrado usando o celular na urna eletrônica.

A legislação eleitoral proíbe o uso de quaisquer dispositivos capazes de filmar ou fotografar na zona de votação.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou  chegou a dizer que o caso será apurado:

"Em primeiro lugar, valem as regras e as regras, dizem que não é possível usar o celular na cabine de votação. Nós temos que apurar especificamente o caso, verificar os seus contornos para emitir uma opinião, para emitir um veredito, uma decisão final. Isso é irregular e caracteriza crime. Isso pode inclusive gerar pena de detenção".

Candidato diz que não foi avisado

Questionado por jornalistas sobre o caso, Zema afirmou que não foi avisado de que não poderia usar o celular no espaço.

Além disso, o candidato destacou que está acostumado a usar o telefone em todas as tarefas e que não fotografou a sessão:

"Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo. A cola eu levei no papel".

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