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Política•5 min de leitura

Equipe de Gilmar Mendes afirma que ministro não usou celular enquanto votava

Uso de equipamentos capazes de fotografar dentro da cabine é considerado crime pela lei eleitoral.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Equipe de Gilmar Mendes diz que ele não usou celular para votar
Fonte da imagem: Bahia Notícias

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23h
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Uma série de vídeos que circulavam nas redes sociais mostravam o ministro Gilmar Mendes segurando um objeto que se assemelhava a um telefone celular enquanto votava.

Assessores afirmaram que o objeto, na realidade, era uma carteira funcional, que estava com a “cola” dos votos do ministro.

O celular de Gilmar foi entregue para um segurança, segundo a equipe. A mesária responsável pela sessão confirmou a versão.

O ministro viajou de Brasília para Cuiabá, capital do Mato Grosso, para realizar seu voto na cidade de Diamantino.

Segundo a página do TRE de São Paulo, entrar ou tentar entrar com o dispositivo na sessão pode ser considerado crime eleitoral.

De acordo com o art. 312 do Código Eleitoral, violar ou tentar violar o sigilo do voto é crime, com pena de detenção de até dois anos.

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Romeu Zema também foi filmado com o celular

Enquanto votava nas eleições presidenciais, o candidato Romeu Zema (Novo) foi flagrado usando o celular na urna eletrônica.

A legislação eleitoral proíbe o uso de quaisquer dispositivos capazes de filmar ou fotografar na zona de votação.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou  chegou a dizer que o caso será apurado:

"Em primeiro lugar, valem as regras e as regras, dizem que não é possível usar o celular na cabine de votação. Nós temos que apurar especificamente o caso, verificar os seus contornos para emitir uma opinião, para emitir um veredito, uma decisão final. Isso é irregular e caracteriza crime. Isso pode inclusive gerar pena de detenção".

Candidato diz que não foi avisado

Questionado por jornalistas sobre o caso, Zema afirmou que não foi avisado de que não poderia usar o celular no espaço.

Além disso, o candidato destacou que está acostumado a usar o telefone em todas as tarefas e que não fotografou a sessão:

"Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo. A cola eu levei no papel".

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