Flávio volta a visitar Bolsonaro após 90 dias de proibição
Moraes libera as visitas, mas veta encontros com fins eleitorais e a divulgação de declarações do ex-presidente sobre a disputa.

Flávio Bolsonaro poderá voltar a visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A autorização foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes.
A liberação vem com limites. De acordo com a decisão, os encontros não podem ter "finalidade político-eleitoral".
Também continua proibida a divulgação de manifestos ou declarações do ex-presidente sobre a eleição, mesmo por meio de outras pessoas.
A proibição começou em julho. Segundo a Folha de S.Paulo, Flávio usou uma visita ao pai para obter uma carta e publicá-la nas redes sociais.
No texto, Bolsonaro chamava o filho de "porta-voz" e o apontava como a melhor opção para o país.
Para Moraes, o episódio foi um desvio de finalidade. Bolsonaro está proibido de usar redes sociais, de forma direta ou por meio de terceiros, como condição da prisão domiciliar.
O ministro, então, suspendeu as visitas de Flávio por 90 dias. O prazo terminou no domingo (11).
Com isso, o senador ficou impedido de ver o pai durante toda a campanha do primeiro turno.
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Defesa pediu a volta das visitas, e PGR concordou
O pedido partiu da defesa de Bolsonaro, na semana passada. De acordo com O Globo, os advogados afirmaram que o ex-presidente quer voltar a receber os familiares regularmente, “sem qualquer prejuízo às condições de segurança e fiscalização já estabelecidas”.
Moraes seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República. Para o ministro, "não houve qualquer fato superveniente" que justificasse prorrogar as restrições.
A decisão chega no meio da disputa do segundo turno, em que Flávio enfrenta Lula pela Presidência.
O senador poderá estar com o pai, mas qualquer palavra do ex-presidente sobre a eleição continua fora das redes.
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