Fachin nega pedido de Flávio para declarar Dino suspeito em casos sobre Lula e as eleições
Defesa do senador alegou proximidade entre Dino e Lula e pediu redistribuição de ações com possível impacto eleitoral. Caso tramita sob sigilo.

A três dias do primeiro turno, os bastidores de Brasília e das eleições continuam movimentados.
Isso porque Edson Fachin rejeitou uma tentativa da defesa de Flávio Bolsonaro de afastar Flávio Dino de processos relacionados à eleição presidencial.
O pedido era para declarar Dino suspeito em casos envolvendo Flávio, Lula e a disputa de 2026.
Na prática, Fachin impediu que o pedido avançasse como pretendiam os advogados do candidato do PL.
A decisão, porém, está sob sigilo. Por isso, ainda não são conhecidos os fundamentos usados pelo presidente do Supremo.
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Defesa apontou relação entre Dino e Lula
O pedido havia sido apresentado na última quarta-feira, 30.
Os advogados de Flávio afirmaram que Dino mantém uma relação de amizade com Lula há décadas e que isso poderia comprometer sua imparcialidade em processos com reflexos sobre a eleição.
Dino foi ministro da Justiça no terceiro governo Lula e indicado pelo presidente para uma vaga no STF.
A defesa pediu que os processos fossem redistribuídos a outro ministro. Também afirmou que eventual afastamento não deveria interromper investigações, mas apenas transferi-las para outro relator.
Caso de Nossa Senhora Aparecida entrou no pedido
Um dos episódios citados pela defesa ocorreu nos últimos dias.
André Mendonça, atuando no TSE, determinou a remoção de publicações que associavam Flávio Bolsonaro a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Dino derrubou a ordem.
Depois, a defesa de Flávio acionou Luiz Fux, que suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a determinação de Mendonça.
O episódio aumentou a tensão entre integrantes do STF e do TSE na reta final da campanha.
Os advogados citaram ainda casos relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse” e uma ação na qual o PT pediu ao Supremo investigação sobre possível interferência estrangeira nas eleições.
Essa última ação está sob relatoria de Dino. Para a defesa de Flávio, decisões nesses processos podem produzir efeitos políticos durante a campanha.
Fachin, porém, não acolheu o pedido de afastamento. Com isso, Dino permanece à frente dos processos que já estavam sob sua relatoria.
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