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Atualidades5 min de leitura

Enquanto STF decide quem conduz o caso Master, Vorcaro pede para sair da prisão

Defesa afirma que os motivos da prisão preventiva não existem mais e usa a indefinição dentro do Supremo como argumento para pedir a soltura.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Daniel Vorcaro e Fachin
Fonte da imagem: Reprodução

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Próximo envio em
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O impasse dentro do STF sobre o caso Master virou argumento para Daniel Vorcaro tentar deixar a prisão.

A defesa dele pediu nesta sexta-feira a Edson Fachin que revogue a prisão preventiva ou substitua a medida por outras restrições, como prisão domiciliar. Vorcaro está preso preventivamente desde março.

Os advogados sustentam que os motivos usados para mantê-lo preso não existem mais e lembram que a necessidade da prisão preventiva deve ser reavaliada periodicamente.

Mas há outro argumento no pedido.

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O STF ainda discute quem fica com o caso

As investigações relacionadas ao Master entraram em uma disputa dentro do próprio Supremo.

Fachin determinou que processos que estavam com André Mendonça fossem enviados à Presidência da Corte. Depois, o julgamento que discutia a condução desses casos foi suspenso por um pedido de vista de Flávio Dino.

A defesa afirma que essa indefinição não pode significar uma prisão mantida sem nova análise.

Segundo os advogados, se parte das investigações está parada enquanto o STF decide relatoria e competência, a prisão também precisa continuar sendo revisada.

Dino pode ficar com o processo por até 90 dias antes de devolvê-lo.

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Mendonça havia apontado risco concreto de interferência

Ao determinar a prisão em março, André Mendonça apontou “risco concreto de interferência nas investigações”.

A decisão considerou suspeitas de intimidação de terceiros, a capacidade financeira de Vorcaro e informações reunidas pela PF sobre uma suposta estrutura usada para obter dados sigilosos e pressionar críticos.

A defesa contesta.

Os advogados argumentam que os episódios citados aconteceram antes da Operação Compliance Zero e dizem que não surgiram novos fatos semelhantes durante os meses de prisão.

Também destacam que ainda não houve denúncia contra Vorcaro.

Este é o segundo pedido de liberdade desde sua prisão. O primeiro foi negado por André Mendonça em junho. Agora, com a condução do caso em discussão, caberá a Fachin analisar o novo pedido ou definir quem deverá fazê-lo.

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