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Voluntários no RS relatam estar no limite. Exaustão e burocracia estão entre as dificuldades mais declaradas

Voluntários no Rio Grande do Sul enfrentam a exaustão após dias ininterruptos de trabalho para socorrer vítimas da inundação.A Defesa Civil teria encerrado o cadastro de novos voluntários, impedindo que muitos prestem assitência às vítimas

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Redação Brasil Paralelo
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Voluntária aparece conversando com abrigado
Fonte da imagem: CristineRochol/PMPA - Reprodução Agência Brasil

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“Se a gente deixar pro governo, essas pessoas vão morrer!”, disse o líder de uma ONG, ao receber uma mensagem avisando que voluntários estão saindo do estado gaúcho. 

Uns exaustos e outros impedidos de ajudar. Essa é a situação de muitos dos que estão trabalhando para ajudar a socorrer quem perdeu tudo na inundação. 

A redatora Cecilia Barbi está em Porto Alegre e contou ao portal Brasil Paralelo que foi para a cidade ajudar como voluntária. Hospedada na casa de uma amiga, ajuda como pode.

Barbi relatou que ao saber que sua anfitriã foi chamada hoje (23/5) para ajudar em um abrigo. Ela prontamente se ofereceu para ir junto, mas foi informada de que a Defesa Civil encerrou o cadastro de voluntários. Pela falta do registo, foi impedida de ajudar.

Por outro lado, existem aqueles que estão exaustos e indo embora por falta de condições físicas e emocionais. 

O líder da ONG Grupamento de Resposta a Desastres e Enchentes (GRADE) Sul, Elan Figueredo, informou em entrevista exclusiva ao portal Brasil Paralelo que alguns voluntários que estavam ajudando na região voltaram para casa.

Um morador que atuava produzindo e distribuindo refeições gratuitas em Canoas contou a Figueiredo que sua equipe está exausta após 21 dias de trabalho ininterrupto. Ele afirmou precisar de um tempo “para respirar junto da família” e depois voltar ao trabalho. 

Barbi, por sua vez, aguarda ser chamada pelo governo do estado. Moradora de São Paulo, cadastrou-se no site, conforme orientação do executivo. Na capital gaúcha desde a semana passada, até agora não foi convocada para ajudar. 

O portal Brasil Paralelo procurou a Defesa Civil do Rio Grande do Sul para se manifestar sobre as denúncias, mas até o fechamento desta reportagem não obteve resposta. 

A tragédia do Rio Grande do Sul ganha um novo capítulo. Em meio a burocracia do estado, quem quer ajudar não consegue e quem está na linha de frente vê suas forças se esgotando. 

À medida que as águas lentamente recuam, é preciso unir forças para que o cansaço não supere a solidariedade. 

Como ajudar de longe?

Sabemos que cada um de nós gostaria de ajudar. Se você está distante, isso pode ser feito por meio  de doações. 

Para oferecer suporte financeiro, recomendamos algumas instituições confiáveis que estão organizando campanhas de arrecadação de doações:

INSTITUTO CULTURAL FLORESTA

PIX: 27631481000190

BANCO DE ALIMENTOS

PIX: 04580781000191

FEDERASUL

PIX E-MAIL: [email protected]

THOMAS GIULLIANO E ACADEMIA SMALL FIGHT

PIX E-MAIL: [email protected]

FAZ CAPITAL / RENATA BARRETO

PIX CPF - LUCAS FERRAZ: 008.768.770-48

BADIN COLONO E PRETINHO BÁSICO

PIX E-MAIL: [email protected]

[VENDA] BP 10 ANOS
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