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Educação•5 min de leitura

Escola manda alunos de 10 anos lerem HQ com cenas de sexo, prostituição e surto psicótico

Após polêmica, o colégio se desculpou e cancelou o uso do livro nas aulas.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Trecho do livro Vince: a história de Van Gogh, obra tem imagens explícitas e foi recomendada por colégio apra crianças
Fonte da imagem: Diário de Poder

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Um colégio particular de Recife causou polêmica ao colocar uma história em quadrinhos com cenas explícitas de sexo e prostituição na lista de materiais para crianças do 5º ano. 

Os alunos do Colégio Boa Viagem tinham que ler Vincent, a História de Vincent van Gogh, da artista Barbara Stok.

A HQ retrata os últimos anos de vida do pintor holandês na França, onde ele criou obras como A Noite Estrelada.

A obra mostra com detalhes questões delicadas, como o desequilíbrio mental, as dificuldades financeiras, os relacionamentos e as angústias do pintor. 

Em algumas tirinhas, o artista aparece fazendo sexo e conversando com uma prostituta sobre seus problemas pessoais.

Durante um dos diálogos, Van Gogh diz para um colega que ele teve a boa ideia de "fazer estudo no bordel”.

O outro personagem responde dizendo "que estudos, o quê? Você nunca para de pensar em trabalho?! Vou transar! Então me deixe em paz!!"

Trechos da história em que o artista faz sexo e em alucinações.
Trechos da história em que o artista faz sexo e em alucinações. — Imagem: G1.

A idade dos alunos que precisariam ler o material é de aproximadamente 10 anos de idade.

O que disse a escola

Após a repercussão, o Colégio Boa Viagem admitiu a falha. Em nota, a escola informou que o livro foi incluído na lista por um colaborador que já não faz mais parte da instituição. 


Disse também que, ao identificar o equívoco comunicou os pais, pediu a devolução dos exemplares e está realizando o reembolso.


A escola informou ainda que está revisando seus processos internos para que a situação não se repita.


Leia a nota da escola:


“Reconhecemos a falha, lamentamos o ocorrido e informamos que o livro em questão, em desacordo com a proposta pedagógica da escola, foi solicitado na lista de materiais do 5º ano por um colaborador que já não integra o quadro da instituição. 


Ao identificarmos o equívoco, antes de sua utilização em sala de aula, comunicamos prontamente aos responsáveis que a obra não é recomendada pelo colégio e, para aqueles que já haviam comprado, solicitamos a entrega na escola e estamos realizando o reembolso. Em paralelo, estamos revisando os nossos processos para que isto não se repita.”

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