Ir para o conteúdo principal
Mundo•5 min de leitura

Sem um vencedor nas eleições: entenda o que acontece agora em Israel

País pode ter novas eleições se governo ou oposição não conseguirem formar uma aliança com a maioria do congresso.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Outdoor de campanha com Netanyahu e Gadi Eisenkot em Tel Aviv
Fonte da imagem: Jerusalem Post

Receba notícias gratuitamente em seu email

Próximo envio em
11h
42m
36s

As eleições israelenses terminaram em um impasse entre a coalizão governista e os partidos de oposição.

O Likud, partido do primeiro-ministro, e seus aliados da direita conseguiram somar a maior bancada do parlamento, com 53 cadeiras.

Apesar disso, seguem sem conseguir se articular para alcançar as 61 necessárias para governar.

Enquanto isso, a oposição liderada pelo ex-comandante militar Gadi Eisenkot conseguiu chegar a 48 cadeiras.

Com esse cenário de divisão política, os líderes da oposição e do governo estão correndo para tentar construir as alianças necessárias para formar maioria.

  • Que tal receber notícias todos os dias em seu E-mail? Clique aqui e receba de graça o Resumo BP.

Partidos árabes fora do jogo?

Um dos maiores impasses está relacionado aos partidos árabes, que cresceram e chegaram a somar 19 cadeiras no total.

Netanyahu os tem acusado de comprarem votos, intimidarem presidentes de mesa e cometerem outros crimes eleitorais para conseguirem esse resultado.

Enquanto isso, Yussef Jabareen, líder da Lista Unificada, que conta com três siglas árabes, ofereceu seu apoio à oposição:

“Quem quiser oferecer uma alternativa real e autêntica ao governo de Netanyahu, cujas mãos estão manchadas de sangue, deve nos procurar e abrir caminho para a mudança”.

No entanto, Eisenkot afirmou que não vai governar com partidos árabes, que representam cerca de um quinto da população.

Ele perdeu um filho e um sobrinho durante os combates que se seguiram ao atentado de 7 de outubro de 2023.

Relembre o ataque e entenda suas consequências para Israel e o Oriente Médio com o documentário From The River To The Sea. Assista completo abaixo:

[LEAD] Menino brenda

Netanyahu pode se aproximar dos aliados da oposição

Um cenário possível é que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, procure os aliados de Eisenkot para tentar formar a maioria.

As principais opções são os partidos da direita que se juntaram à aliança oposicionista do general.

Entre eles, o partido Yisrael Beiteinu e a aliança política Beyachad. Apesar de estarem no mesmo espectro de Netanyahu, as siglas são fortes críticas de seu governo.

Os dois partidos se opõem à isenção do serviço militar obrigatório para os judeus ultraortodoxos, algo importante para os partidos religiosos da aliança governista.

Além disso, coordenam ataques contra o governo Netanyahu e contra a própria figura do primeiro-ministro.

Uma nova eleição?

Caso nenhum dos dois consiga estruturar uma aliança política capaz de formar a maioria, serão convocadas novas eleições.

Enquanto o pleito fosse realizado, Netanyahu seguiria à frente de um governo provisório como primeiro-ministro.

Além disso, ele teria grandes chances de vencer a disputa, já que há a possibilidade da alta participação árabe não se repetir.

Boa parte dos eleitores também tem preocupações com a estabilidade no país em meio a uma série de conflitos internacionais.

De fato, se alguém consegue garantir estabilidade em Israel é justamente Netanyahu. Ele chegou ao poder pela primeira vez em 1996 e deixou o cargo em 1999.

Voltou em 2009 e ficou até 2021, quando foi derrotado por uma coalizão de partidos com visões diferentes, unidos sobretudo pela oposição a ele. O governo não se sustentou, e Netanyahu retornou ao poder no fim de 2022.

Conheça a trajetória de Netanyahu com o especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo:

[LEAD] Menino brenda
[LEAD] Menino brenda