Criança foi encontrada afogada em biodigestor que ficava na propriedade da família.

As autoridades paranaenses encontraram o corpo de João Gabriel Ferreira dos Santos após três dias de buscas intensas.
A criança de cinco anos era autista não verbal e desapareceu no domingo (26), depois de sair de casa para usar um banheiro na área externa da propriedade em que vivia com os pais, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.
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Na segunda-feira (27), a operação ganhou reforço de um helicóptero, drones com câmera térmica, scanner aquático, cães farejadores e equipes em solo.
O caso também passou a integrar o Alerta Amber Brasil, sistema que divulga desaparecimentos de crianças nas redes sociais.
Na terça-feira, as equipes concentraram os trabalhos em estruturas próximas à residência.
Um dos locais investigados foi o biodigestor da família, o equipamento é utilizado para decompor resíduos para produzir biogás e biofertilizante.
Normalmente, sua estrutura permanece coberta por uma lona inflada pelos gases gerados durante o processo.
Segundo o Corpo de Bombeiros, porém, a lona estava perfurada, fazendo a água da chuva se acumular e formar uma poça com dois metros de profundidade.
A água estava completamente contaminada, o que impedia que os mergulhadores realizassem buscas no local.
Por isso, foi necessário esgotar a água acumulada, foi durante esse procedimento que João foi localizado.
Apesar de o biodigestor ser cercado, havia uma abertura pela qual a criança poderia ter acessado a área.
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João foi encontrado na tarde de terça-feira (28), a cerca de 70 metros da residência da família.
Agora, o corpo passa pela autópsia, para identificar se há sinais de violência antes do afogamento.
A investigação continua em andamento. Segundo a Polícia Civil, o laudo ajudará a esclarecer a dinâmica da morte e orientar os próximos passos do inquérito.
Investigadores ouviram os pais e moradores da região. Um condenado de tornozeleira eletrônica esteve na região no dia da tragédia, o que passou a integrar as apurações.
Até o momento, a Polícia Civil afirmava que nenhuma hipótese, incluindo a de crime, estava descartada.