Pesquisadores se surpreendem com a falta de chuvas antes da tragédia e trazem teoria.

Uma avalanche de gelo pode ter provocado a enchente repentina que deixou ao menos 22 mortos e centenas de desaparecidos no Nepal nesta quarta-feira (26).
Cientistas suspeitam que o fenômeno tenha bloqueado temporariamente o rio Lhende, provocando um grande acúmulo de água.
A barreira natural teria se rompido, liberando de uma só vez a água represada em direção ao sistema do rio Bhotekoshi.
A hipótese ainda está sendo investigada, e pesquisadores também avaliam se houve o rompimento de um lago glacial.
A tragédia atingiu o distrito de Rasuwa, próximo à fronteira com o Tibete. Segundo o Kathmandu Post, 22 pessoas morreram e 384 estavam sem contato.
Entre elas estão 291 estrangeiros e 32 integrantes das forças de segurança.
A força da água atingiu comunidades como Timure e Syabrubesi, destruiu pontes e causou grandes danos em projetos hidrelétricos:
“Nunca houve tantos danos na história”, afirmou uma autoridade local ao jornal nepalês.
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Um dos pontos atingidos foi o projeto hidrelétrico Langtang Khola. Cerca de 60 pessoas ligadas ao empreendimento estavam sem contato, incluindo 35 trabalhadores que estariam dentro de um túnel no momento da enchente.
Outro elemento que chamou a atenção dos pesquisadores foi a ausência de chuva intensa antes do desastre.
Segundo autoridades meteorológicas, não houve precipitação forte na região nos dias anteriores, reforçando a possibilidade de uma liberação súbita de água nas montanhas.
As operações de busca e resgate continuam. O trabalho das equipes, porém, é dificultado pelo mau tempo, por falhas de comunicação e pela destruição da infraestrutura da região.