Ex-deputado disse que só pretende voltar ao Brasil quando Alexandre de Moraes não puder prendê-lo.

Morando nos Estados Unidos há cerca de um ano e meio, Eduardo Bolsonaro ganhou o green card, documento que autoriza a um estrangeiro morar ou trabalhar no país por tempo indeterminado.
O benefício foi concedido na categoria EB-1A, destinada a pessoas com "habilidades extraordinárias". Essa é uma das modalidades mais restritas do sistema imigratório americano.
O parlamentar afirmou que o processo para conseguir o documento começou há cerca de 1 ano e meio.
O jornalista e aliado de Eduardo, paulo Figueiredo chegou a comprimentá-lo pelo documento em suas redes sociais:
“Aqui, na Terra dos Livres, você está protegido. Seguiremos juntos lutando para que o Brasil não tenha mais exilados e para que a nosso povo também se livre do jugo deste regime”.
Durante uma entrevista para O Estadão no ano passado, Eduardo disse que não voltará ao Brasil enquanto Moraes ainda tiver força:
"Por ora eu não volto. A minha data para voltar é quando Alexandre de Moraes não tiver mais força para me prender... Eu tô me sacrificando, sacrificando o meu mandato para levar adiante a esperança de liberdade."
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Eduardo recebeu o documento por meio da categoria Employment-Based First Preference (EB-1A), destinada a estrangeiros considerados de destaque em suas áreas de atuação.
Essa modalidade contempla profissionais das áreas de ciência, educação, artes, negócios e esportes que consigam demonstrar reconhecimento nacional ou internacional contínuo por suas realizações.
Ela é considerada uma das portas de entrada mais seletivas para a residência permanente baseada em trabalho.
O principal diferencial é que não exige uma oferta formal de emprego nem o patrocínio de uma empresa americana, obrigatório em outras modalidades de imigração.
Em vez disso, o candidato precisa demonstrar que possui trajetória profissional considerada excepcional.
Para obter o benefício, o candidato deve comprovar uma conquista internacional de grande relevância ou atender a pelo menos três dos dez critérios definidos pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS):
reconhecimento por premiações nacionais ou internacionais;
publicações de destaque;
participação em cargos de liderança;
contribuições relevantes para sua área de atuação.