Evento organizado por Zoe Martínez contou com homenagens a oficiais e alunos do ensino público.

O evento fez menção ao Dia da Marinha, comemorado todos os anos em 11 de junho, uma referência à vitória brasileira na Batalha do Riachuelo.
A vereadora Zoe Martínez (PL) foi a responsável pela organização da cerimônia, que aconteceu no Salão Nobre da Câmara.
Durante seu discurso na abertura, a parlamentar destacou a história e valores ligados à força:
“Prestamos nossa homenagem à gloriosa Marinha do Brasil, uma instituição bicentenária marcada pela bravura, pelo patriotismo e pelo compromisso inabalável com a nação”.
Ela também relembrou que a Marinha também é responsável por auxiliar populações vulneráveis, como os ribeirinhos.
O evento contou com a presença de oficiais, que foram agraciados com placas de homenagem.
Alunos do ensino básico público também participaram do evento, segurando bandeiras do Brasil ao longo de toda a celebração.
O dia 11 de junho foi escolhido para marcar a data da vitória brasileira em uma das batalhas mais importantes da Guerra do Paraguai.
Travada em 1865, a Batalha alterou os rumos do maior conflito armado da história da América do Sul.
O confronto aconteceu nas águas do Rio Paraná, próximo à foz do Riachuelo, afluente localizado no atual território argentino.
Até então, o Paraguai acumulava avanços. As tropas haviam ocupado áreas do Mato Grosso e avançado sobre territórios argentinos.
Em meio a esse cenário, Solano López decidiu lançar uma ofensiva que poderia definir o resultado da guerra.
A Marinha Paraguaia deveria navegar durante a madrugada e surpreender os navios brasileiros ancorados no Rio Paraná.
A surpresa inicial, somada ao apoio da artilharia terrestre, colocou parte da frota brasileira em situação arriscada.
A corveta Jequitinhonha encalhou em um banco de areia e ficou exposta aos disparos vindos da margem. Pouco depois, outros navios brasileiros sofreram danos.
A situação ficou ainda mais crítica quando a corveta Parnaíba foi cercada por embarcações paraguaias.
Quando a derrota parecia possível, a fragata Amazonas, capitânia da esquadra brasileira, mudou o rumo da batalha.
A embarcação utilizou uma manobra de abalroamento, quando um navio atinge diretamente outro com sua estrutura, para destruir embarcações paraguaias.
Vários navios paraguaios foram colocados fora de combate. Foi então que os brasileiros receberam a ordem para atacar.
Ao final da tarde, o comandante paraguaio Pedro Ignácio Meza, gravemente ferido, reconheceu a derrota e ordenou a retirada das forças restantes.
Com a vitória, Brasil, Argentina e Uruguai passaram a controlar os rios da Bacia do Prata, fundamentais para o transporte de tropas, suprimentos e armamentos.
O bloqueio também impediu que o Paraguai recebesse navios encouraçados e outros equipamentos militares adquiridos na Europa.
A derrota limitou a capacidade de reação do país e abriu caminho para uma nova fase da guerra, que continuaria por mais de cinco anos.
A Guerra do Paraguai foi um dos temas explorados no documentário O Último Reinado, o quinto capítulo da série Brasil: A Última Cruzada. Assista completo abaixo: