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Sociedade5 min de leitura

Cotas trans: como o movimento estudantil tem forçado a pauta nas universidades públicas

Programas têm avançado através de greves e pressão de coletivos e partidos de esquerda.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Conheça a campanha dos movimentos estudantis de esquerda sobre cotas trans
Fonte da imagem: Reprodução

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Ao longo das últimas décadas, as políticas de cotas têm crescido nas universidades brasileiras, chegando a tal ponto que tem começado a se voltar para cotas trans. 

Com o avanço da ideologia de gênero, essa pauta tem crescido cada vez mais dentro do movimento estudantil, liderado principalmente por organizações de esquerda.

Essa ideia tem se difundido rapidamente no meio acadêmico brasileiro, chegando a ao menos 39 instituições públicas.

O caso da Unicamp é um dos principais exemplos de como a pauta tem sido puxada por esses movimentos.

A instituição estabeleceu formalmente as cotas em 2025 e teve como base um acordo com coletivos para parar uma greve de 2023.

Em maio do ano passado, os estudantes da principal universidade do país, a USP, perderam um dia de aula após militantes declararam uma greve em defesa da causa.

Isso tem acontecido em instituições ao redor do Brasil. Um dos exemplos mais recentes foi o da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Em julho, a instituição anunciou a criação de cotas trans após dois meses de greves forçadas pelos movimentos que traziam essa como uma das questões.

  • O experimento com crianças conduzido pelo criador da identidade de gênero é o tema do primeiro filme internacional da Brasil Paralelo, O Menino Que Se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:

Banca avaliadora exige autodeclaração e relato biográfico

Uma vez que a universidade autoriza a criação de vagas específicas surge uma dúvida: como identificar o aluno trans?

Para isso, uma banca avaliadora precisa analisar cada um dos candidatos para entrar na cota

Em um vídeo publicado pela Unifesp, há uma explicação de como funciona o processo de inscrição para as vagas especiais

Os interessados precisam assinar uma autodeclaração, além disso apresentar a certidão de nascimento e um documento que aponte para a mudança do nome.

No entanto, a ideologia de gênero evoluiu de tal forma que se adequa mais a critérios subjetivos do que oficiais.

Por isso, até mesmo pessoas que não tem qualquer documento apontando para uma transição de sexo podem aplicar para a vaga.

De acordo com o vídeo, para isso é necessário apenas enviar um vídeo de autodeclaração e um “memorial descritivo”, uma espécie de relato pessoal.

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Projetos de lei querem obrigar universidades a garantir vagas

A pressão dos movimentos estudantis contra as reitorias e administrações universitárias também encontra respaldo nos partidos políticos de esquerda.

Érika Hilton apresentou o Projeto de Lei 3109/23, que reserva aproximadamente 5% de todas as vagas de universidades federais e instituições de ensino superior para esse grupo.

Em casos de cursos com menos de 50 vagas, ao menos três seriam obrigatoriamente para trans e travestis.

Além do projeto, Hilton também chegou a acionar o Conselho Nacional de Educação para que fizesse uma nota defendendo a política.

A redação do posicionamento deveria contar com a presença de coletivos e organizações sociais voltadas à defesa desse tipo de política.

Além disso, pediu que houvesse articulação entre os “diferentes níveis de ensino sobre diversidade de gênero”.

Um dos temas mais polêmicos dos últimos anos tem sido justamente o ensino de gênero entre alunos do ensino fundamental.

O tema está imersa em debates, assim como tem acontecido com os procedimentos de troca de sexo para menores de idade.

A transição de sexo em crianças não é uma novidade entre as pessoas que defendem a Ideologia de Gênero.

Na realidade, o próprio médico responsável por difundir o conceito, John Money, foi responsável por um experimento envolvendo crianças

Ele defendia que o sexo biológico não determinava a forma como uma pessoa se identificava, mas sim a socialização a partir dos primeiros meses de vida.

O experimento polêmico de John Money

Essa tese o levou a realizar um de seus experimentos mais polêmicos, o caso dos irmãos Reimer.

Um dos principais problemas para sua teoria dentro da comunidade científica na época era que ela não poderia ser testada de maneira experimental.

O cenário muda quando aparece a família Reimer. Os pais tiveram dois irmãos gêmeos, porém um deles, Bruce, perdeu o pênis durante uma cirurgia de circuncisão mal sucedida.

Desesperados, eles aceitam seguir os conselhos do médico e criar o filho que passou pelo acidente como se fosse uma menina, Brenda.

A experiência é catalogada como um sucesso, mas a verdade é bem mais sombria. Cabe ao pesquisador e rival de John Money, Dr. Milton Diamond expôr o que realmente aconteceu.

Essa história está sendo contada pela Brasil paralelo em seu novo filme O Menino que se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:

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