Economia5 min de leitura

Conta de luz terá taxa extra pela primeira vez em dois anos

A estiagem obrigou as empresas a ligarem usinas termelétricas, cuja operação é mais cara.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Foto de uma conta de luz da CEMIG
Fonte da imagem: Divulgação/ Abradee / Estadão

Receba notícias gratuitamente em seu email

Os consumidores irão pagar mais caro pelo fornecimento de luz. Depois de dois anos se mantendo na bandeira verde, as tarifas de energia elétrica passaram à bandeira amarela no mês de julho. Esse é o nível intermediário do sistema que indica como estão os custos da produção de luz. Tarifas em bandeira amarela representam um aumento intermediário nesses custos. Se essa situação continuar, é provável que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mantenha ou até mesmo eleve a tarifa para bandeira vermelha. 

Para entender as bandeiras tarifárias é preciso antes explicar como é calculado o valor referente ao consumo de energia elétrica. A cobrança é feita por uma unidade de medida chamada quilowatt-hora (kWh). 

As bandeiras indicam se há uma cobrança a mais por cada kWh gasto devido ao uso de termelétricas na geração de energia elétrica. Essas usinas têm um custo maior de operação. 

Entenda como funciona o sistema :

  • Bandeira verde: A maior parte da energia é produzida por hidrelétricas. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
  • Bandeira amarela: Uma pequena parte da energia precisa ser produzida por termelétricas. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • Bandeira vermelha - Patamar 1: Uma parte maior da energia precisa ser produzida por termelétricas. A tarifa sofre acréscimo de R$0,04463 para cada quilowatt-hora kWh consumido.
  • Bandeira vermelha - Patamar 2: Grande parte da energia precisa ser produzida por termelétricas. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora kWh consumido

O que causa a elevação da bandeira tarifária

No Brasil, a energia elétrica é quase totalmente gerada em usinas hidrelétricas. No período da estiagem o nível dos reservatórios de água caem e é preciso que as usinas termelétricas,movidas a carvão, sejam ligadas. Isso é feito para evitar que o país corra risco de apagão.

Como no segundo semestre geralmente a tendência no Brasil é de menos chuvas, é possível que haja uma elevação das bandeiras por causa da necessidade de que as usinas movidas a carvão sejam ligadas. 

  • Overton: informação imparcial e análise profunda, direto no seu e-mail. Assine agora!
[LEADS] Brasil Evangélico

O que isso pode causar no dia a dia das pessoas

A energia elétrica faz parte do custo fixo de empresas e famílias. Um aumento no valor deverá impactar diretamente nos preços praticados ao consumidor. Na prática, a maioria dos bens e serviços devem ficar mais caros para o consumidor final. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) disse que o setor industrial pode ter um aumento de 2,6% nos seus custos. 

Por outro lado há quem esteja otimista. Um dos consultores da gerência da FIEMG afirmou em entrevista que há expectativa de voltar a chover ao longo de agosto, o que pode normalizar gradualmente o nível dos reservatórios. Aponta também que com a conta mais cara, o consumo deve cair. Explica que isso também pode ajudar a baixar o preço da eletricidade. 

O que o governo está fazendo

A fim de tentar mitigar a situação,no dia 9 de abril, o governo federal assinou a  Medida Provisória Nº 1.212. O texto prevê: 

  • subsídio federal para o consumidor;
  • novas regras para a geração e distribuição de energia elétrica;
  • novos padrões de eficiência energética;

Confira o texto completo da Medida Provisória clicando aqui.

[LEADS] Brasil Evangélico
[LEADS] Brasil Evangélico