Conta de luz terá taxa extra pela primeira vez em dois anos
A estiagem obrigou as empresas a ligarem usinas termelétricas, cuja operação é mais cara.

Os consumidores irão pagar mais caro pelo fornecimento de luz. Depois de dois anos se mantendo na bandeira verde, as tarifas de energia elétrica passaram à bandeira amarela no mês de julho. Esse é o nível intermediário do sistema que indica como estão os custos da produção de luz. Tarifas em bandeira amarela representam um aumento intermediário nesses custos. Se essa situação continuar, é provável que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mantenha ou até mesmo eleve a tarifa para bandeira vermelha.
Para entender as bandeiras tarifárias é preciso antes explicar como é calculado o valor referente ao consumo de energia elétrica. A cobrança é feita por uma unidade de medida chamada quilowatt-hora (kWh).
As bandeiras indicam se há uma cobrança a mais por cada kWh gasto devido ao uso de termelétricas na geração de energia elétrica. Essas usinas têm um custo maior de operação.
Entenda como funciona o sistema :
- Bandeira verde: A maior parte da energia é produzida por hidrelétricas. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
- Bandeira amarela: Uma pequena parte da energia precisa ser produzida por termelétricas. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;
- Bandeira vermelha - Patamar 1: Uma parte maior da energia precisa ser produzida por termelétricas. A tarifa sofre acréscimo de R$0,04463 para cada quilowatt-hora kWh consumido.
- Bandeira vermelha - Patamar 2: Grande parte da energia precisa ser produzida por termelétricas. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora kWh consumido
O que causa a elevação da bandeira tarifária
No Brasil, a energia elétrica é quase totalmente gerada em usinas hidrelétricas. No período da estiagem o nível dos reservatórios de água caem e é preciso que as usinas termelétricas,movidas a carvão, sejam ligadas. Isso é feito para evitar que o país corra risco de apagão.
Como no segundo semestre geralmente a tendência no Brasil é de menos chuvas, é possível que haja uma elevação das bandeiras por causa da necessidade de que as usinas movidas a carvão sejam ligadas.
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O que isso pode causar no dia a dia das pessoas
A energia elétrica faz parte do custo fixo de empresas e famílias. Um aumento no valor deverá impactar diretamente nos preços praticados ao consumidor. Na prática, a maioria dos bens e serviços devem ficar mais caros para o consumidor final. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) disse que o setor industrial pode ter um aumento de 2,6% nos seus custos.
Por outro lado há quem esteja otimista. Um dos consultores da gerência da FIEMG afirmou em entrevista que há expectativa de voltar a chover ao longo de agosto, o que pode normalizar gradualmente o nível dos reservatórios. Aponta também que com a conta mais cara, o consumo deve cair. Explica que isso também pode ajudar a baixar o preço da eletricidade.
O que o governo está fazendo
A fim de tentar mitigar a situação,no dia 9 de abril, o governo federal assinou a Medida Provisória Nº 1.212. O texto prevê:
- subsídio federal para o consumidor;
- novas regras para a geração e distribuição de energia elétrica;
- novos padrões de eficiência energética;
Confira o texto completo da Medida Provisória clicando aqui.
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