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Internacional
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Conselho de Segurança da ONU se reúne após operação na Venezuela

China e Rússia criticaram a ação americana em Caracas e a prisão de Maduro.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
5/1/2026 17:39
TMC

O Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma sessão de emergência para debater a operação americana que acabou na prisão de Maduro e sua esposa, Cilia Flores. 

A reunião foi convocada pela Colômbia e pela Venezuela pouco após o ataque à capital Caracas, na madrugada de sábado.

O representante dos EUA, Mike Waltz, negou que a ação configure uma guerra contra o país:

"Não há uma guerra contra Venezuela ou seu povo. Não estamos ocupando um país".

Para justificar o ocorrido, Waltz afirmou que Maduro era um fugitivo e líder de uma organização narcoterrorista violenta e que utilizava "narcóticos ilegais como arma".

O diplomata também comparou a situação com o que aconteceu com o ex-ditador do Panamá, Manuel Noriega, preso por seu país em 1989.

Noriega era acusado de envolvimento com grandes carteis de drogas. Ele foi condenado a 40 anos de prisão nos EUA, cumprindo 21 anos por bom comportamento. 

Em resposta, o representante da Venezuela, Samuel Moncada, disse que Maduro foi sequestrado e falou que a ação representa uma ameaça para o mundo:

"A mensagem mandada para o mundo, como se a lei fosse opcional e o que prevalece é a força".

Brasil critica operação americana e diz que ação representa ameaça

O representante brasileiro no Conselho, Sérgio França Danese, seguiu a linha da Venezuela e disse que a intervenção fere a Carta da ONU e o Direito Internacional.

"Os bombardeios em território venezuelano e a captura de seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos constituem uma gravíssima afronta à soberania da Venezuela e estabelecem um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional"

Danese ainda afirmou que o Brasil "não acredita que a solução da situação da Venezuela passe pela criação de protetorados no país, mas por soluções que respeitem a autodeterminação do povo venezuelano no marco da sua Constituição".

Rússia e China classificaram a ação como violação

O embaixador russo no Conselho, Vasily Nebenzya, chamou os americanos de “hipócritas e cínicos" enquanto pediu pela liberação imediata de Maduro.

Segundo seu discurso, o governo americano não disfarçou o objetivo de sua "operação criminosa para tomar os recursos energéticos"

Ele seguiu afirmando que a ONU deveria se opôr à ação americana, acusando a movimentação de ser “colonialista” e “imperialista”:

"Com suas ações, os EUA estão gerando um embalo para um novo momento para neocolonialismo e imperialismo".

Já o representante da China, Fu Cong, disse que seu país está "profundamente chocado e condena fortemente o bullying" dos EUA.

Ele seguiu afirmando que "nenhum país tem poder para atuar como polícia ou tribunal internacional".

Além disso, Cong ressaltou que o governo americano não teria calculado as “graves consequências” para a comunidade internacional.

Estrutura dificulta decisão do Conselho de Segurança

Dificilmente o Conselho de Segurança chegará a uma resolução para criticar ou apoiar o ataque por conta da estrutura.

A organização conta com 15 membros, sendo que apenas cinco são permanentes. Estes têm poder para vetar qualquer decisão do órgão.

Essa impede decisões por conta das posições de rivalidade dos membros permanentes, que são:

  • EUA;
  • Rússia;
  • França;
  • Inglaterra; e 
  • China.

Entenda melhor a diplomacia do século XXI e os conflitos de interesse que envolvem o mundo com a trilogia O Fim Das Nações. Assista completo abaixo:

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