Cidadãos do Panamá queimam bandeira dos EUA após fala de Trump
Cidadãos do Panamá queimaram bandeira dos EUA. Hillary Clinton riu de Trump durante a posse.
.jpg&w=3840&q=75)
Ativistas queimaram uma bandeira dos EUA após discurso de posse de Trump. O novo presidente disse que pretende retomar o controle americano sobre a via navegável, que segundo ele está “dominado pela China”.
Os manifestantes se reuniram na porta da embaixada americana na Cidade do Panamá, capital do país caribenho. Alguns carregavam bandeiras panamenhas e uma faixa que dizia:
“O Canal do Panamá não está à venda.”
Na mesma faixa, aparecia uma imagem de Donald Trump com uma suástica, símbolo associado aos Nazistas, desenhada na boca.
Saúl Méndez, secretário-geral do maior sindicato trabalhista do país, foi um dos líderes do movimento. Em entrevista ao jornal La Nación, ele disse:
“Nem Trump, nem os gringos, nem seu exército, nem seu governo têm nada no Panamá. O que está no Panamá pertence aos panamenhos. O canal é do Panamá, a soberania é do Panamá e a autodeterminação é do Panamá”.
Veja um vídeo do protesto:
Recuperação “à força”
Trump afirmou que os americanos voltariam a controlar a região “à força” se preciso. Segundo ele, o canal foi “um presente dos EUA para o Panamá”.
“Não o demos à China, demos ao Panamá e estamos tomando de volta”.
Os Estados Unidos construíram o canal no início dos anos 1900, visando facilitar o trânsito de embarcações comerciais e militares entre os dois países.
Conforme informações da AP News, Washington cedeu o controle da via navegável ao Panamá em 31 de dezembro de 1999, sob um tratado assinado em 1977 pelo presidente Jimmy Carter.

Cidadão afirma que Trump “quer tirar doce de criança”
O panamenho Luis Barrera disse à AP News que “o Panamá lutou arduamente para recuperar o canal e o expandiu desde que assumiu o controle”.
"Sinto-me realmente desconfortável, é como quando você é grande e tira um doce de uma criança pequena".
O protesto marcou uma das primeiras reações negativas à posse de Donald Trump. Além da manifestação no Panamá, Hillary Clinton gargalhou abertamente ao ouvir a intenção dele em mudar o nome do Golfo do México para Golfo da América.
Parte de suas promessas de campanha já foram cumpridas ontem, quando ele assinou cerca de 100 ordens executivas ao voltar à Casa Branca.
Em um mundo com muitas informações, é fundamental escolher uma fonte confiável e isenta para se informar.
Pensando nisso, o jornalismo da Brasil Paralelo criou o resumo BP. A newsletter gratuita chega todos os dias no seu e-mail e levará uma curadoria de notícias isentas para a sua casa.
O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais gente tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos vocês.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. Clique aqui.
![[VENDA] Carlos Lacerda](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fmkt.brasilparalelo.com.br%2Fcampanhas%2F2b349c34-20a8-4a02-ba57-87c65d7cbb51.webp&w=3840&q=75)
![[VENDA] Carlos Lacerda](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fmkt.brasilparalelo.com.br%2Fcampanhas%2Fbb15f88d-33b2-4cea-9383-8b1e141ec99f.webp&w=3840&q=75)



















