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Mundo5 min de leitura

Chineses querem dar um “cérebro” a robôs humanóides já no próximo ano

Empresa afirma que tecnologia poderão receber ordens por voz e executar sequências de tarefas já no próximo ano.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Spirit AI
Fonte da imagem: Spirit AI

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A China já tem robôs que correm, dançam e dão cambalhotas. Agora a próxima ambição é fazê-los entender o que uma pessoa quer e agir sozinhos para cumprir a tarefa.

A startup chinesa Spirit AI acredita que esse salto pode começar já em 2027.

Segundo Gao Yang, cofundador e cientista-chefe da empresa, os robôs poderão receber uma ordem em linguagem comum e transformar o pedido em uma sequência de ações físicas.

A comparação usada por ele é com o GPT-3, modelo que antecedeu a explosão do ChatGPT.

Para Gao, o hardware avançou mais rápido que a inteligência dos próprios robôs.

“O cérebro é de fato o elo mais fraco”, afirmou à Reuters.

Estão ensinando os robôs a viver no mundo real

Para tentar resolver o problema, a Spirit AI colocou cerca de mil pessoas para produzir dados.

Elas repetem tarefas como abrir geladeiras, cortar legumes e destrancar cofres enquanto sensores registram seus movimentos.

A ideia é ensinar os robôs observando humanos no mundo real, e não apenas usando simulações.

Hoje, os modelos da empresa já atingem 90% de sucesso em tarefas simples dentro de ambientes controlados, segundo a Spirit AI.

Alguns robôs também trabalham em linhas de produção da fabricante de baterias CATL e da varejista JD.com.

O salto para dentro das casas será bem mais difícil.

Gao acredita que as primeiras aplicações industriais podem crescer nos próximos dois anos. Robôs domésticos realmente úteis ainda devem levar vários anos.

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O avanço também abre outra pergunta

A Spirit AI levantou mais de R$3,45 bilhões desde 2024 e já é avaliada em cerca de R$14,94 bilhões.

Mas quanto mais esses robôs aprenderem a agir de forma autônoma, maior será a preocupação com segurança.

Por enquanto, Gao considera esse risco menos urgente porque os modelos ainda são imaturos. Os robôs da empresa possuem sistemas que interrompem os movimentos quando detectam força excessiva.

Isso pode mudar quando as máquinas deixarem apenas de executar movimentos programados e começarem a decidir como cumprir uma ordem.

É justamente essa passagem entre ferramenta e sistema capaz de agir sozinho que está no centro de Technocracia: O Algoritmo do Poder.

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