Projetos já conseguem voar, nadar e agir em grupo. Entre as possibilidades estão vigilância, busca e monitoramento de áreas de difícil acesso.

Um robô menor que um clipe de papel pode voar, entrar na água e voltar ao ar. E o próximo passo é fazer com que centenas deles trabalhem juntos.
Esse é o princípio do RoboBee, projeto desenvolvido pelo Instituto Wyss, da Universidade Harvard. Inspirado em abelhas, o microrrobô pesa menos de um décimo de grama e se movimenta com pequenos “músculos artificiais” acionados por eletricidade.
Algumas versões também conseguem pousar em superfícies usando eletricidade estática.
A tecnologia ainda está em desenvolvimento e precisa avançar antes de operar de forma autônoma fora do laboratório.
Mesmo assim, ela mostra até onde os robôs em miniatura podem chegar.
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O objetivo do projeto não é construir apenas um inseto robótico. Os pesquisadores dividem o trabalho em três partes:
fazer o robô voar sozinho;
permitir que ele perceba o ambiente;
coordenar vários equipamentos ao mesmo tempo.
É justamente essa capacidade de atuar em grupo que chama atenção também na área de defesa.
A DARPA, agência americana responsável por pesquisas avançadas para uso militar, acompanha tecnologias envolvendo robôs cada vez menores.
Em tese, máquinas desse tipo poderiam entrar em lugares onde drones tradicionais não conseguem chegar. Elas poderiam carregar câmeras, microfones ou outros sensores sem chamar tanta atenção.
Projetos inspirados em animais aquáticos também aparecem nesse cenário. Robôs semelhantes a águas-vivas, por exemplo, poderiam se deslocar de forma discreta para monitorar embarcações, estruturas submarinas ou cabos no fundo do mar.
No caso do RoboBee, porém, o projeto apresentado pelo Instituto Wyss não nasceu como uma arma. Entre as aplicações citadas pelos próprios pesquisadores estão polinização, busca e resgate, vigilância e monitoramento ambiental.
A tecnologia ainda não chegou ao campo de batalha.
Mas ela aponta para uma possibilidade cada vez mais concreta: o futuro dos drones pode não ser maior e mais visível. Pode ser pequeno o suficiente para parecer apenas mais um inseto.
Quanto menores essas tecnologias ficam, mais fácil se torna colocá-las em lugares onde antes seria impossível chegar.
E isso muda a pergunta. Não é só o que essas máquinas conseguem fazer, mas quem controla essa tecnologia e como ela pode ser usada.
Esse é um dos temas de Technocracia: O Algoritmo do Poder, documentário da Brasil Paralelo sobre tecnologia, controle e poder.
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