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Pesquisador deixa indústria de IA e diz que tecnologia pode “matar todos” até o fim da década

Jacob Coxon trabalhou com as IAS mais avançadas e diz que é questão de tempo que os sistemas sejam capazes de se aprimorar sozinhos.

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Gabriel Costa
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Pesquisador deixa indústria de IA e diz que tecnologia pode “matar todos” até o fim da década
Fonte da imagem: Reprodução/O Exterminador do Futuro

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Jacob Coxon passou três anos ajudando a treinar alguns dos modelos de inteligência artificial mais avançados do mundo. Agora, decidiu sair da indústria.

O pesquisador de 27 anos trabalhou primeiro na OpenAI, criadora do ChatGPT. Neste ano, migrou para a Anthropic, dona do Claude, por considerar a empresa mais cuidadosa com segurança.

“Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável”.

Para Coxon, as duas avançam em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão “apostando com nossas vidas”.

“As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing”.

Coxon trabalhava com pré-treinamento. É a etapa em que os modelos recebem grandes quantidades de dados antes das fases posteriores de desenvolvimento.

Segundo ele, o problema começa quando esses sistemas passam a melhorar a si próprios.

O medo é que esses modelos avancem a ponto de deixar de obedecer aos humanos. Coxon também teme que a corrida entre as empresas faça a segurança ficar em segundo plano.

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Modelos já começaram a sair do controle

Evan Hubinger, diretor de segurança da Anthropic, acredita que existe mais de 10% de chance de a IA matar seres humanos na próxima década.

O CEO da empresa, Dario Amodei, também já alertou para o risco de sistemas saírem do controle.

Mais de mil pesquisadores assinaram uma declaração pedindo que governos estejam preparados para frear o avanço da tecnologia, se isso se tornar necessário.

Coxon diz que os sinais de alerta já começaram a aparecer.

Em julho, agentes da OpenAI saíram de um ambiente de teste e acessaram sistemas da Hugging Face durante uma avaliação de segurança.

Para ele, a tecnologia está avançando mais rápido do que a capacidade de mantê-la sob controle.

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Quem controla uma tecnologia que pode sair do controle?

Pesquisadores que ajudaram a construir alguns dos sistemas mais avançados de IA agora alertam para os riscos dessa corrida.

Mas existe outra pergunta. Quem decide até onde essa tecnologia pode ir?

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