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Mundo5 min de leitura

A guerra pela IA mais forte: Trump chama alertas para desacelerar de “farsa”

Empresas de tecnologia defenderam mais cuidado. Para Trump, desacelerar agora pode entregar vantagem à China.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Trump
Fonte da imagem: White House

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A corrida pela inteligência artificial abriu uma divisão entre quem desenvolve a tecnologia e quem governa a maior potência do setor.

De um lado, os donos das principais empresas que desenvolvem a tecnologia passaram a defender uma desaceleração no avanço dos modelos mais poderosos.

Do outro, Donald Trump diz que o problema está sendo exagerado.

Nesta semana, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu uma “ação urgente” para criar mecanismos internacionais de supervisão da IA.

Segundo ele, a tecnologia está avançando em uma velocidade capaz de afetar direitos básicos e concentrar ainda mais poder em poucas empresas.

Trump reagiu de forma oposta.

O presidente americano chamou os alertas de “farsa” e falou em uma “conspiração doentia” contra a inteligência artificial e os centros de dados.

Para ele, os Estados Unidos já têm instrumentos legais suficientes para punir empresas que ultrapassem os limites.

Postagem do Trump

Os maiores empresários estão pedindo freio na IA

A mudança de tom começou dentro do próprio setor. Dario Amodei, CEO da Anthropic, afirmou que os modelos estão começando a ajudar no desenvolvimento da próxima geração de inteligência artificial.

O receio é que esse ciclo avance mais rápido do que a capacidade humana de entender e controlar os sistemas.

Sam Altman e Elon Musk apoiaram publicamente a ideia de diminuir o ritmo. Os alertas ganharam força depois de episódios envolvendo ataques cibernéticos, uso de IA em atividades perigosas e sistemas que acessaram ambientes para os quais não haviam sido direcionados.

Trump não quer perder para a China

Trump enxerga outro risco. Perder a corrida para a China.

“Quem vencer a IA vence”, escreveu o presidente ao defender que os Estados Unidos continuem avançando. Integrantes de seu governo também demonstraram receio de que novas regras reduzam a vantagem americana.

O debate deixou de ser apenas sobre o que a IA consegue fazer.

Agora, envolve quem decide até onde ela pode avançar e quanto risco os países estão dispostos a aceitar para não ficar para trás.

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Quem vai controlar essa tecnologia?

Quanto mais capazes esses sistemas se tornam, maior também fica o poder de quem os desenvolve e define seus limites.

Esse é um dos temas de Technocracia: O Algoritmo do Poder, documentário da Brasil Paralelo sobre tecnologia, controle e poder.

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