Júlia Passarini conquistou a vaga após disputar com mais de 5 mil alunos de 23 países.

A estudante cearense Júlia Passarini, de 16 anos, embarcou em uma expedição científica para explorar o Ártico.
A viagem acontece a bordo do quebra-gelo nuclear 50 Let Pobedy e reúne estudantes de 23 países em uma jornada de cerca de dez dias pelo Oceano Ártico.
A expedição partiu de Murmansk, no Norte da Rússia, em 4 de agosto de 2026 e deverá durar 10 dias.
“Vou me lembrar deste dia para sempre. Neste momento, são muitas emoções: alegria, ansiedade, entusiasmo e uma enorme vontade de partir logo nessa viagem. Sempre gostei de tudo o que é novo e de descobrir como o mundo funciona. Para mim, esta expedição é um verdadeiro presente”, disse Júlia ao embarcar.
O roteiro prevê a passagem pelo Polo Norte e pela Terra de Francisco José antes do retorno à cidade russa.
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A experiência foi planejada para possibilitar que os estudantes possam aprender com especialistas ao longo da viagem.
Durante o percurso, eles participam de palestras, workshops, experimentos e atividades práticas com pesquisadores. A programação inclui temas como:
energia;
engenharia;
medicina;
ecologia;
materiais;
navegação polar;
pesquisas realizadas no Ártico.
Os participantes também têm contato com as tecnologias nucleares e podem conhecer de perto o funcionamento do próprio navio.
O navio é parte da frota de quebra-gelos nucleares operada pela Atomflot, subsidiária da Rosatom.
A embarcação é capaz de utilizar a propulsão nuclear para navegar em regiões cobertas por gelo.
Segundo a Rosatom, a Rússia é atualmente o único país do mundo com uma frota de quebra-gelos movidos a energia nuclear.
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Para chegar ao navio, Júlia precisou passar por uma seleção internacional que recebeu cerca de 5 mil inscrições de estudantes de 23 países.
Os candidatos tinham entre 14 e 16 anos. O processo foi dividido em etapas e não se resumiu a uma inscrição.
Primeiro, os estudantes responderam a um quiz sobre ciência, tecnologia e conhecimentos gerais.
Depois, participaram de webinars e atividades educativas com especialistas do setor nuclear.
A etapa final exigia a produção de um trabalho criativo sobre o tema “Como as tecnologias nucleares estão mudando o mundo hoje”.
O projeto apresentado pela estudante tratou das diferentes aplicações da tecnologia nuclear.
Em vez de limitar o assunto à produção de energia elétrica, ela mostrou usos da tecnologia em áreas como medicina, pesquisa científica, indústria e preservação ambiental.