Mundo5 min de leitura

Estudante brasileira troca sala de aula por expedição científica no Ártico

Júlia Passarini conquistou a vaga após disputar com mais de 5 mil alunos de 23 países.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Estudante brasileira de 16 anos vai para expedição no Ártico
Fonte da imagem: Divulgação

Receba notícias gratuitamente em seu email

A estudante cearense Júlia Passarini, de 16 anos, embarcou em uma expedição científica para explorar o Ártico

A viagem acontece a bordo do quebra-gelo nuclear 50 Let Pobedy e reúne estudantes de 23 países em uma jornada de cerca de dez dias pelo Oceano Ártico.

A expedição partiu de Murmansk, no Norte da Rússia, em 4 de agosto de 2026 e deverá durar 10 dias.

Vou me lembrar deste dia para sempre. Neste momento, são muitas emoções: alegria, ansiedade, entusiasmo e uma enorme vontade de partir logo nessa viagem. Sempre gostei de tudo o que é novo e de descobrir como o mundo funciona. Para mim, esta expedição é um verdadeiro presente”, disse Júlia ao embarcar.

O roteiro prevê a passagem pelo Polo Norte e pela Terra de Francisco José antes do retorno à cidade russa.

  • Que tal receber notícias todos os dias em seu E-mail? Clique aqui e receba de graça o Resumo BP. 

A experiência foi planejada para possibilitar que os estudantes possam aprender com especialistas ao longo da viagem

Durante o percurso, eles participam de palestras, workshops, experimentos e atividades práticas com pesquisadores. A programação inclui temas como:

  • energia;

  • engenharia;

  • medicina;

  • ecologia;

  • materiais;

  • navegação polar;

  • pesquisas realizadas no Ártico. 

Os participantes também têm contato com as tecnologias nucleares e podem conhecer de perto o funcionamento do próprio navio.

O navio é parte da frota de quebra-gelos nucleares operada pela Atomflot, subsidiária da Rosatom

A embarcação é capaz de utilizar a propulsão nuclear para navegar em regiões cobertas por gelo

Segundo a Rosatom, a Rússia é atualmente o único país do mundo com uma frota de quebra-gelos movidos a energia nuclear.

  • Que tal receber notícias todos os dias em seu E-mail? Clique aqui e receba de graça o Resumo BP. 

[VENDA] ENÉAS

Uma seleção com 5 mil estudantes

Para chegar ao navio, Júlia precisou passar por uma seleção internacional que recebeu cerca de 5 mil inscrições de estudantes de 23 países.

Os candidatos tinham entre 14 e 16 anos. O processo foi dividido em etapas e não se resumiu a uma inscrição.

Primeiro, os estudantes responderam a um quiz sobre ciência, tecnologia e conhecimentos gerais

Depois, participaram de webinars e atividades educativas com especialistas do setor nuclear.

A etapa final exigia a produção de um trabalho criativo sobre o tema “Como as tecnologias nucleares estão mudando o mundo hoje”.

O projeto apresentado pela estudante tratou das diferentes aplicações da tecnologia nuclear

Em vez de limitar o assunto à produção de energia elétrica, ela mostrou usos da tecnologia em áreas como medicina, pesquisa científica, indústria e preservação ambiental.

[VENDA] ENÉAS
[VENDA] ENÉAS