Cecília Meireles é a poetisa de maior expressividade da literatura brasileira. Ela produziu para diversos gêneros, mas ficou mais conhecida pelos poemas. E apesar de ser considerada uma simbolista, nunca se filiou a nenhum movimento literário.
Altamente preocupada com o vocabulário e a musicalidade de seus textos, ela produziu obras de cunho intimista que tocavam as profundezas das emoções de quem lia. Seu talento venceu o teste do tempo e até hoje seus versos ressoam fortemente com as emoções de quem os lê.
A Brasil Paralelo selecionou os 17 poemas de Cecília Meireles que mais marcaram as gerações. Leia cada um e conheça o significado por trás de seus versos.
Cecília Meireles fundou a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro. Ela tinha uma enorme preocupação com a educação. Desenvolva sua cultura com o Núcleo de Formação da Brasil Paralelo.
Neste mês, as cigarras cantam e os trovões caminham por cima da terra, agarrados ao sol. Neste mês, ao cair da tarde, a chuva corre pelas montanhas, e depois a noite é mais clara, e o canto dos grilos faz palpitar o cheiro molhado do chão.
Mas tudo é inútil, porque os teus ouvidos estão como conchas vazias, e a tua narina imóvel não recebe mais notícias do mundo que circula no vento.
Interpretação
Elegia é um poema de Cecília Meireles feito para sua avó materna, que a criou após perder os pais. A dissonância entre a primeira e a segunda estrofe representa o grande impacto que Cecília sofreu quando sua avó morreu.
O poema retrata tanto a morte de um ente querido quanto a morte emocional que Cecília sofreu, retratando o sentimento de que uma parte de si mesma foi perdida.
Para ir à Lua
Enquanto não têm foguetes para ir à Lua os meninos deslizam de patinete pelas calçadas da rua.
Vão cegos de velocidade: mesmo que quebrem o nariz, que grande felicidade! Ser veloz é ser feliz.
Ah! se pudessem ser anjos de longas asas! Mas são apenas marmanjos!
Interpretação
O poema Para ir à Lua explora a imaginação como um meio de transporte para o impossível. Cecília Meireles mostra que não são necessários foguetes para alcançar a Lua, apenas criatividade e liberdade, características essenciais da infância.
A leveza presente no poema simboliza a importância de sonhar sem barreiras, sugerindo que a fantasia pode nos levar além das limitações do mundo real. A musicalidade dos versos reforça o tom lúdico, tornando a leitura encantadora.
Mais do que um poema infantil, Para ir à Lua é um convite para enxergar a vida com poesia, onde a imaginação transforma qualquer destino em algo possível.
Ou isto ou aquilo
Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
Interpretação
Ou isto ou aquilo é um expoente da poesia infantil. Por ter sido professora, muitos poemas de Cecília Meireles são voltados para crianças e vários estão nessa lista. O clássico também dá o nome de um livro que reúne 57 poemas da autora.
O tema central é a indecisão na infância. A experiência de querer dois brinquedos e só poder levar um para casa, por exemplo, é um drama comum vivido pelas crianças e Cecília Meireles traduziu esse sentimento em versos.
Ou isto ou aquilo ensina a lição de que para ter uma coisa é necessário abrir mão de outra. Esse poema expõe a facilidade com que Cecília conseguia conectar o público com sua escrita.
Interlúdio
As palavras estão muito ditas
e o mundo muito pensado.
Fico ao teu lado.
Não me digas que há futuro
nem passado.
Deixa o presente — claro muro
sem coisas escritas.
Deixa o presente. Não fales,
Não me expliques o presente,
pois é tudo demasiado.
Em águas de eternamente,
o cometa dos meus males
afunda, desarvorado.
Fico ao teu lado.
Interpretação
Interlúdio fala sobre como o presente é menosprezado em relação ao passado e ao futuro. O título significa intervalo, e representa a lição do poema de Cecília Meireles. Ela diz para fazer uma pausa e viver somente o presente por um tempo para que se encontre equilíbrio.
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje, Assim calmo, assim triste, assim magro, Nem estes olhos tão vazios, Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força, Tão paradas e frias e mortas; Eu não tinha este coração Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança, Tão simples, tão certa, tão fácil: — Em que espelho ficou perdida a minha face?
Interpretação
Retrato é uma metáfora para uma imagem parada no tempo. O poema de Cecília Meireles fala sobre a angústia de se sentir parado no tempo quando todo o resto está caminhando.
Como sempre, ela evoca melancolia e solidão, mas dessa vez o motivador desses sentimentos é a descoberta de que a vida é passageira e que não se tem todo o tempo do mundo.
O eu-lírico se vê degradando, sendo engolido pelo tempo até encontrar a morte.
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A bailarina
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
Interpretação
Mais um poema infantil do livro Isto ou aquilo. Ele traz consigo as mesmas características de rima e musicalidade. A protagonista tem o sonho de ser bailarina e Cecília parte disso para mergulhar nos dramas naturais de uma criança.
Assim como uma bailarina, Cecília tenta criar a ideia de que o texto rodopia. Ela faz isso começando e terminando o poema com os mesmos versos. Ela também deixou sua protagonista sem nome propositalmente, pois facilitaria para pequenas leitoras se projetarem na personagem.
Leilão de jardim
Quem me compra um jardim com flores? borboletas de muitas cores, lavadeiras e passarinhos, ovos verdes e azuis nos ninhos?
Quem me compra este caracol? Quem me compra um raio de sol? Um lagarto entre o muro e a hera, uma estátua da Primavera?
Quem me compra este formigueiro? E este sapo, que é jardineiro? E a cigarra e a sua canção? E o grilinho dentro do chão?
(Este é meu leilão!)
Interpretação
Leilão de Jardim reflete a beleza e a inocência da infância. No poema, elementos naturais transformam-se em preciosidades dignas de um leilão. Cecília Meireles usa uma linguagem lúdica para valorizar flores, pássaros e borboletas, como se fossem tesouros à disposição de quem souber apreciá-los.
A lição do poema é em relação ao humano e a natureza. Ao apresentar um "leilão" onde tudo é oferecido de forma gratuita e generosa, ela convida o leitor a enxergar o valor das pequenas coisas e da simplicidade.
Com ritmo suave e musicalidade envolvente, Leilão de Jardim encanta leitores de todas as idades. Mais do que um poema infantil, é uma celebração da natureza e da capacidade de encontrar poesia nas coisas mais singelas.
Jogo de bola
A bela bola rola: a bela bola do Raul.
Bola amarela, a da Arabela.
A do Raul, azul.
Rola a amarela e pula a azul.
A bola é mole, é mole e rola.
A bola é bela, é bela e pula.
É bella, rola e pula, é mole, amarela, azul.
A de Raul é de Arabela, e a de Arabela é de Raul.
Interpretação
O poema Jogo de Bola retrata o movimento de uma bola quicando. Ele usa o ritmo e musicalidade para criar a sensação de dinamismo e leveza.
O poema de Cecília Meireles transforma um simples brincar em um espetáculo poético, mostrando como a infância é marcada pela liberdade e pelo encantamento com o mundo.
Além do tom lúdico, o poema pode ser interpretado como uma metáfora da vida: a bola sobe e desce, assim como os altos e baixos que enfrentamos. Esse ciclo sugere que, apesar das quedas, sempre há um novo impulso para continuar.
Com versos simples e cativantes, Jogo de Bola nos lembra da beleza do movimento e da alegria das pequenas coisas. É um convite para apreciar a leveza da infância e a poesia presente no cotidiano.
O menino pergunta ao eco Onde é que ele se esconde. Mas o eco só responde: Onde? Onde?
O menino também lhe pede: Eco, vem passear comigo!
Mas não sabe se o eco é amigo ou inimigo.
Pois só lhe ouve dizer: Migo!
Interpretação
O poema O Eco brinca com a repetição dos sons, explorando o fenômeno natural do eco de forma poética e lúdica. Cecília Meireles usa a musicalidade dos versos para criar um ritmo envolvente, como se o próprio poema imitasse o eco ao se propagar.
Além do tom infantil, a obra também pode ser vista como uma reflexão sobre a comunicação e a efemeridade das palavras. O eco simboliza a forma como nossas vozes se espalham pelo mundo, mas também como se dissipam com o tempo.
Com sua leveza e sonoridade marcante, O Eco encanta crianças e adultos, mostrando como a poesia pode dar vida aos sons e transformar um fenômeno simples em uma experiência mágica.
Encomenda
Desejo uma fotografia
como esta — o senhor vê? — como esta:
em que para sempre me ria
como um vestido de eterna festa.
Como tenho a testa sombria,
derrame luz na minha testa.
Deixe esta ruga, que me empresta
um certo ar de sabedoria.
Não meta fundos de floresta
nem de arbitrária fantasia...
Não... Neste espaço que ainda resta,
ponha uma cadeira vazia.
Interpretação
Encomenda é mais um poema de Cecília Meireles em que ela fala sobre si. O texto traz a tona amargura e resignação apesar da personagem aceitar a passagem do tempo, outro elemento recorrente nas obras da autora.
Ao final, a protagonista simplesmente aceita seu destino sem disfarçar seu sofrimento.
Motivo
Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta.
Irmão das coisas fugidias, não sinto gozo nem tormento. Atravesso noites e dias no vento.
Se desmorono ou se edifico, se permaneço ou me desfaço, — não sei, não sei. Não sei se fico ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo. Tem sangue eterno a asa ritmada. E um dia sei que estarei mudo: — mais nada.
Interpretação
Presente no livro Viagem de 1939, Motivo abre a coletânea de poemas de Cecília Meireles. Esse é um texto que fala sobre o próprio processo de produzi-lo, tornando-o um famoso exemplo de metalinguagem.
O título faz referência ao fato de que para Cecília, ela vivia para escrever, portanto seu motivo de existência eram suas obras.
A poetisa mistura ideias opostas e utiliza disso para construir uma mensagem sobre a inconstância da vida. Outra característica marcante é que é um texto bastante musical. Qualidade típica de Cecília.
A chácara do Chico Bolacha
Na chácara do Chico Bolacha, o que se procura nunca se acha!
Quando chove muito, o Chico brinca de barco, porque a chácara vira charco.
Quando não chove nada, Chico trabalha com a enxada e logo se machuca e fica de mão inchada.
Por isso, com o Chico Bolacha o que se procura nunca se acha!
Dizem que a chácara do Chico só tem mesmo chuchu e um cachorro coxo que se chama Caxambu.
Outras coisas ninguém procura, porque não acha, coitado do Chico Bolacha!
Interpretação
O poema A Chácara do Chico Bolacha transporta o leitor para um universo de sonho e fantasia, onde a imaginação transforma um simples espaço rural em um cenário encantado. A poetisa usa uma linguagem lúdica para descrever a chácara como um lugar mágico, cheio de elementos curiosos e surreais.
Mais do que uma descrição infantil, o poema de Cecília Meireles pode ser interpretado como um convite para enxergar o mundo com os olhos da infância, onde tudo pode ser extraordinário. Ela valoriza a criatividade e a liberdade, reforçando a ideia de que a imaginação é capaz de dar novos significados ao cotidiano.
Com ritmo envolvente e imagens vívidas, A Chácara do Chico Bolacha desperta o encantamento e nos lembra da importância de manter o olhar lúdico sobre a vida.
Colar de Carolina
Com seu colar de coral, Carolina corre por entre as colunas da colina.
O colar de Carolina colore o colo de cal, torna corada a menina.
E o sol, vendo aquela cor do colar de Carolina, põe coroas de coral
nas colunas da colina.
Interpretação
O poema Colar de Carolina utiliza a repetição e a musicalidade para criar um ritmo envolvente, quase como uma canção. O poema de Cecília Meireles descreve o colar da personagem Carolina, enfatizando o movimento contínuo das contas que o compõem, sugerindo um ciclo infinito e harmonioso.
Além do tom lúdico, o poema pode ser interpretado como uma metáfora para o tempo e a vida. Assim como as contas do colar, os dias passam em sequência, formando uma linha contínua que não pode ser interrompida. Essa imagem simples e delicada carrega uma reflexão profunda sobre a passagem do tempo.
Com versos leves e uma sonoridade marcante, Colar de Carolina encanta pela simplicidade e pelo ritmo, trazendo uma poesia que ressoa tanto com crianças quanto com adultos.
Despedida
Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranquilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? - Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.
Interpretação
Despedida é um texto sobre o processo de buscar a solidão, que aqui é representada pela morte. Cecília escreveu em forma de diálogo com o propósito de que se questionasse com quem o eu-lírico conversa.
Outra característica marcante é a individualidade retratada pelo uso exaustivo de pronomes possessivos e pela repetição da palavra “meu”.
Reinvenção
A vida só é possível reinventada.
Anda o sol pelas campinas e passeia a mão dourada pelas águas, pelas folhas... Ah! tudo bolhas que vem de fundas piscinas de ilusionismo... — mais nada.
Mas a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada.
Vem a lua, vem, retira as algemas dos meus braços. Projeto-me por espaços cheios da tua Figura. Tudo mentira! Mentira da lua, na noite escura.
Não te encontro, não te alcanço... Só — no tempo equilibrada, desprendo-me do balanço que além do tempo me leva. Só — na treva, fico: recebida e dada.
Porque a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada.
Interpretação
Esse é um dos poemas que Cecília Meireles mais se preocupou com a estrutura. Ela rima a cada três estrofes, mas nunca no refrão, que é propositalmente repetido três vezes.
A lição contida no poema é sobre se permitir ver o mundo de diferentes perspectivas. O tema da solidão retorna, mas esse texto se encerra de forma otimista.
As meninas
Arabela
abria a janela.
Carolina
erguia a cortina.
E Maria
olhava e sorria:
“Bom dia!”
Arabela
foi sempre a mais bela.
Carolina,
a mais sábia menina.
E Maria
apenas sorria:
“Bom dia!”
Pensaremos em cada menina
que vivia naquela janela;
uma que se chamava Arabela,
uma que se chamou Carolina.
Mas a profunda saudade
é Maria, Maria, Maria,
que dizia com voz de amizade:
“Bom dia!”
Interpretação
Dentro do livro Ou isto ou aquilo, se encontra o poema As meninas que é quase uma canção. Cecília fez esse poema o mais musical possível para que as crianças memorizem com facilidade.
A história é sobre o cotidiano de três meninas que são melhores amigas. O tema conversa diretamente com o contexto do público para quem Cecília escreveu.
A língua do Nhem
Havia uma velhinha que andava aborrecida pois dava a sua vida para falar com alguém.
E estava sempre em casa a boa velhinha resmungando sozinha: nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem…
O gato que dormia no canto da cozinha escutando a velhinha, principiou também
a miar nessa língua e se ela resmungava, o gatinho a acompanhava: nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem…
Depois veio o cachorro da casa da vizinha, pato, cabra e galinha de cá, de lá, de além,
e todos aprenderam a falar noite e dia naquela melodia nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem…
De modo que a velhinha que muito padecia por não ter companhia nem falar com ninguém,
ficou toda contente, pois mal a boca abria tudo lhe respondia: nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem…
Interpretação
O poema A Língua do Nhem brinca com os sons e a musicalidade das palavras, criando uma linguagem inventada que remete ao universo lúdico da infância. O poema de Cecília Meireles transforma o simples ato de falar em um jogo poético, onde a repetição do som "nhem" dá ritmo e musicalidade ao texto.
Além do aspecto divertido, o poema sugere uma reflexão sobre a comunicação e o significado das palavras. Mesmo sem um sentido literal claro, a "língua do nhem" transmite emoção e brinca com a sonoridade, mostrando que a poesia pode ser compreendida de diferentes formas.
Com seu tom leve e envolvente, A Língua do Nhem celebra a criatividade da linguagem e a liberdade poética, encantando leitores de todas as idades com seu ritmo cativante.
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Vamos deixar aqui embaixo o primeiro episódio de uma das nossas séries mais famosas: O Teatro das Tesouras.
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Conheça o Núcleo de Formação da Brasil Paralelo
Como professora, Cecília Meireles fundou a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro. Ela tinha uma enorme preocupação com a educação e chegou a proferir a seguinte frase:
“A educação é a única das coisas deste mundo em que acredito de maneira inabalável.”
Nós, da Brasil Paralelo, concordamos com esse ideal da autora e por isso estamos chamando para o nosso Núcleo de Formação, a central de cursos da Brasil Paralelo.
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