Veja onde Lula venceu para presidente e a direita para governador
Municípios de São Paulo e do Rio Grande do Sul deram a liderança ao petista para presidente e escolheram Tarcísio ou Zucco para governador.

Em São Bernardo do Campo, Lula ficou em primeiro lugar para presidente. Na mesma cidade onde construiu parte de sua trajetória política, porém, o candidato mais votado para governador foi Tarcísio de Freitas.
Lula recebeu 46,77% dos votos válidos para o Planalto. Tarcísio chegou a 53,28% na disputa estadual.
O contraste não ficou restrito ao berço político do petista.
Nas eleições de 2026, ao menos 57 municípios de São Paulo e do Rio Grande do Sul tiveram resultados semelhantes. Lula liderou para presidente. Um candidato da direita ficou à frente para governador.
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São Paulo repetiu o padrão em 33 cidades
Em Mauá, Lula teve 45,84%. Tarcísio alcançou 53,63%. Em Carapicuíba, o petista marcou 46,30% na disputa presidencial. O governador recebeu 54,64%.
O comportamento chegou também ao interior. Em Areias, Lula passou dos 53% para presidente enquanto Tarcísio ficou acima dos 54% para governador.
Ao todo, o padrão apareceu em 33 municípios paulistas. Outro levantamento identificou 34 casos ao incluir Trabiju, onde Lula e Flávio Bolsonaro empataram para presidente.
No estado como um todo, o cenário foi diferente. Tarcísio foi reeleito com 62,65% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro também venceu a disputa presidencial em São Paulo, com 51,93%.
No Sul, Lula venceu onde Zucco também ganhou
O Rio Grande do Sul repetiu o padrão.
Lula ficou em primeiro para presidente em 24 municípios onde Luciano Zucco, do PL, liderou a disputa pelo governo. Pelotas e Viamão estão entre eles.
No estado, Lula recebeu 2,29 milhões de votos. Juliana Brizola, candidata da esquerda ao governo, teve 1,91 milhão. A diferença foi de cerca de 377 mil votos.
Zucco venceu no primeiro turno com 58,05% dos votos válidos.
Os números mostram que a disputa presidencial e a estadual não seguiram exatamente o mesmo caminho.
A polarização nacional pesa. Mas, nos estados, também contam o desempenho dos candidatos, as alianças e as questões locais.
Isso não significa que o mesmo eleitor tenha votado em Lula e em Tarcísio ou Zucco. Os dados mostram apenas que eles lideraram disputas diferentes nas mesmas cidades.
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