Novo mecanismo pode mudar a forma como os robôs são usados no meio médico.

Em um feito inédito na história, dois robôs humanoides conseguiram realizar uma cirurgia com sucesso.
Ao todo, foram realizadas duas cirurgias de remoção da vesícula biliar, chamadas de colecistectomias laparoscópicas.
Em uma delas, um robô humanoide trabalhou ao lado de um cirurgião humano, que atuou como assistente. Na outra, dois robôs humanoides operaram juntos.
Os pacientes, porém, não eram seres humanos. As cirurgias foram realizadas em porcos, etapa considerada essencial antes que a tecnologia possa ser testada em pessoas.
Todas as ações foram executadas por meio de teleoperação, o que significa que cirurgiões humanos controlavam os movimentos dos robôs à distância.
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Os pesquisadores apelidaram os robôs de Surgie. Diferentemente dos robôs cirúrgicos encontrados em hospitais, eles possuem formato humanoide, com cabeça, braços e capacidade de se movimentar pelo ambiente.
Cada unidade mede cerca de 1,5 metro de altura e pesa apenas 27 quilos, ocupando uma fração do espaço exigido pelos sistemas convencionais, que exigem salas adaptadas.
Segundo os pesquisadores, essa característica permite que os robôs utilizem instrumentos cirúrgicos tradicionais e se integrem de forma mais natural ao ambiente.
"Ficamos surpresos com a facilidade com que o Surgie se adaptou ao nosso espaço de trabalho e fluxo de trabalho", afirmou a cirurgiã Nikita Thareja, coautora do estudo.
Além das cirurgias, os pesquisadores imaginam que esses robôs possam atuar como assistentes dentro do centro cirúrgico, buscando instrumentos, organizando equipamentos e auxiliando a equipe médica durante os procedimentos.
O professor Shanglei Liu, um dos envolvidos pelo projeto, assegurou que os robôs humanoides são tão precisos quanto os convencionais, mas custam muito menos:
“É uma fração do custo e ocupa uma fração do espaço em uma sala de cirurgia. Portanto, é fácil de implantar em qualquer lugar, desde áreas rurais até o campo de batalha, e até mesmo no espaço”, afirmou ao portal MD.
As máquinas atuais costumam custar milhões de dólares e demandam a adaptação de uma sala inteira para poder operar.
Já os robôs humanoides conseguem circular pelos corredores, fazer tarefas diferenciadas e custam cerca de US$20 mil, cerca de R$101 mil na cotação atual.