Tecnologia deverá reduzir os custos da exploração espacial pelo país.

A China testou um propulsor de foguete capaz de retornar à Terra e ser reutilizado, alcançado o feito da SpaceX de Elon Musk nos últimos anos.
O teste aconteceu em uma plataforma marítima equipada com uma rede, posicionada após o lançamento realizado a partir do Centro Comercial de Lançamento Espacial de Hainan, no sul da China.
O foguete Long March 10B decolou às 12h15 no horário local e retornou na posição vertical após a separação entre o propulsor e o estágio superior.
Essa foi a primeira vez que o país conseguiu recuperar com sucesso um foguete de classe orbital.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, classificou o feito como "um dia histórico para o programa espacial da China".
O objetivo da tecnologia é o mesmo perseguido pela SpaceX, reaproveitar a parte mais cara do foguete.
O propulsor abriga os motores e representa uma parcela importante do custo de cada lançamento.
A corrida espacial foi uma importante ferramenta de propaganda na luta entre URSS e EUA. A Brasil Paralelo investigou as origens e consequência do socialismo com a série História do Comunismo. Clique aqui e assista o primeiro episódio.
Apesar da semelhança no objetivo, o método utilizado pela China é diferente daquele desenvolvido por Elon Musk.
Desde 2015, os foguetes Falcon 9 da SpaceX pousam de forma autônoma sobre pernas retráteis, tanto em plataformas terrestres quanto em navios-drone posicionados no oceano.
Já o Long March 10B utiliza quatro ganchos de pouso que prendem o propulsor em uma grande rede instalada sobre uma plataforma marítima.
Enquanto a SpaceX aposta em pousos precisos sobre uma superfície rígida, os chineses desenvolveram um sistema baseado na captura do foguete ainda durante sua descida.
O Long March 10B foi desenvolvido pela Academia Chinesa de Tecnologia de Veículos de Lançamento (CALT) para atender ao setor espacial comercial.
Em capacidade, ele é frequentemente comparado ao Falcon 9 e consegue transportar pelo menos 16 toneladas de carga para a órbita baixa da Terra.
A China trabalha nessa tecnologia há quase uma década. O desenvolvimento passou por testes de voo estacionário, experimentos em baixa altitude e tentativas de recuperação orbital.
O sucesso desta sexta-feira representa um avanço importante para o programa espacial chinês. Segundo a CCTV, o propulsor recuperado deverá voltar a voar ainda antes do fim de 2026.
Além do mercado comercial de satélites, o Long March 10B integra a família de foguetes Long March 10, desenvolvida para as futuras missões tripuladas da China à Lua, previstas para acontecer antes de 2030.
Isso também representa um avanço chinês da competição espacial com os EUA. Os dois países tem procurado liderar as inovações no setor.
O cenário é muito semelhante ao que aconteceu durante a Guerra Fria, quando a disputa tecnológica era uma importante ferramenta de propaganda tanto para o socialismo quanto para o capitalismo.
A Brasil Paralelo investigou as origens e consequência do socialismo com a série História do Comunismo. Assista ao primeiro episódio abaixo:
Clique aqui e garanta seu acesso completo a todas as produções originais por apenas R$10,90 por mês