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China consegue pousar propulsor de foguete e repete feito de Elon Musk

Tecnologia deverá reduzir os custos da exploração espacial pelo país.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
China consegue pousar propulsor de foguete repetindo feito de Musk
Fonte da imagem: Reprodução

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A China testou um propulsor de foguete capaz de retornar à Terra e ser reutilizado, alcançado o feito da SpaceX de Elon Musk nos últimos anos

O teste aconteceu em uma plataforma marítima equipada com uma rede, posicionada após o lançamento realizado a partir do Centro Comercial de Lançamento Espacial de Hainan, no sul da China.

O foguete Long March 10B decolou às 12h15 no horário local e retornou na posição vertical após a separação entre o propulsor e o estágio superior.

Essa foi a primeira vez que o país conseguiu recuperar com sucesso um foguete de classe orbital. 

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, classificou o feito como "um dia histórico para o programa espacial da China".

O objetivo da tecnologia é o mesmo perseguido pela SpaceX, reaproveitar a parte mais cara do foguete

O propulsor abriga os motores e representa uma parcela importante do custo de cada lançamento.

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Qual a diferença do que a China fez para o sucesso de Musk?

Apesar da semelhança no objetivo, o método utilizado pela China é diferente daquele desenvolvido por Elon Musk.

Desde 2015, os foguetes Falcon 9 da SpaceX pousam de forma autônoma sobre pernas retráteis, tanto em plataformas terrestres quanto em navios-drone posicionados no oceano. 

Já o Long March 10B utiliza quatro ganchos de pouso que prendem o propulsor em uma grande rede instalada sobre uma plataforma marítima.

Enquanto a SpaceX aposta em pousos precisos sobre uma superfície rígida, os chineses desenvolveram um sistema baseado na captura do foguete ainda durante sua descida.

O Long March 10B foi desenvolvido pela Academia Chinesa de Tecnologia de Veículos de Lançamento (CALT) para atender ao setor espacial comercial

Em capacidade, ele é frequentemente comparado ao Falcon 9 e consegue transportar pelo menos 16 toneladas de carga para a órbita baixa da Terra.

A China trabalha nessa tecnologia há quase uma década. O desenvolvimento passou por testes de voo estacionário, experimentos em baixa altitude e tentativas de recuperação orbital. 

O sucesso desta sexta-feira representa um avanço importante para o programa espacial chinês. Segundo a CCTV, o propulsor recuperado deverá voltar a voar ainda antes do fim de 2026.

Além do mercado comercial de satélites, o Long March 10B integra a família de foguetes Long March 10, desenvolvida para as futuras missões tripuladas da China à Lua, previstas para acontecer antes de 2030.

Isso também representa um avanço chinês da competição espacial com os EUA. Os dois países tem procurado liderar as inovações no setor.

O cenário é muito semelhante ao que aconteceu durante a Guerra Fria, quando a disputa tecnológica era uma importante ferramenta de propaganda tanto para o socialismo quanto para o capitalismo.

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