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“Quero proteger meninas em um vestiário”: jogadora viraliza após criticar atletas trans

Sophie Cunningham se tornou símbolo da defesa do esporte feminino nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que passou a enfrentar protestos, vaias e acusações de transfobia.

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Redação Brasil Paralelo
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A armadora Sophie Cunningham (8), do Indiana Fever, durante partida contra o Seattle Storm. © Trevor Ruszkowski/Imagn Images
Fonte da imagem: A armadora Sophie Cunningham (8), do Indiana Fever, durante partida contra o Seattle Storm. © Trevor Ruszkowski/Imagn Images

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Até julho de 2026, Sophie Cunningham era conhecida principalmente por sua atuação na WNBA, a principal liga de basquete feminino do mundo.

A jogadora do Indiana Fever havia ganhado popularidade pela precisão nos arremessos e pela disposição para defender suas companheiras, especialmente Caitlin Clark.

Tudo mudou quando Cunningham se posicionou contra a participação de mulheres trans em competições femininas.

“Quero proteger meninas jovens em um vestiário”, afirmou. A atleta também disse que meninas não deveriam enfrentar pessoas do sexo masculino dentro do esporte.

A declaração dividiu opiniões nos Estados Unidos

De um lado, Cunningham passou a ser elogiada por grupos que defendem categorias esportivas organizadas de acordo com o sexo biológico. Do outro, foi acusada de transfobia e de alimentar preconceitos contra pessoas trans.

A jogadora negou as acusações. Segundo ela, sua posição não nasce do ódio, mas da intenção de defender mulheres e meninas. 

Cunningham também rejeitou o rótulo de “MAGA Barbie” e afirmou não seguir completamente nenhum dos lados da disputa política americana.

Protestos chegaram aos ginásios

A discussão deixou as redes sociais e chegou aos jogos do Indiana Fever. Em Seattle, Portland e Minneapolis, manifestantes se reuniram para apoiar ou criticar a atleta. Dentro dos ginásios, Cunningham foi vaiada, enquanto torcedores exibiam bandeiras trans e cartazes com mensagens contrárias às suas declarações.

Em Seattle, uma coproprietária do Seattle Storm foi suspensa por cinco partidas após discutir com jovens que seguravam cartazes de apoio à jogadora.

Cunningham afirmou não ter envolvimento com a organização dos atos e disse considerar as manifestações um exercício da liberdade de expressão.

Mesmo diante da repercussão, garantiu que não pretende esconder suas opiniões nem “apagar sua luz” porque outras pessoas discordam dela.

Um quarto das pessoas trans tem entre 13 e 17 anos

Segundo o Williams Institute, ligado à Universidade da Califórnia em Los Angeles, aproximadamente 2,8 milhões de pessoas com 13 anos ou mais se identificam como transgênero nos Estados Unidos.

Desse total, cerca de 724 mil têm entre 13 e 17 anos. Isso significa que aproximadamente uma em cada quatro pessoas trans identificadas pelo levantamento está nessa faixa etária.

A participação de atletas trans em categorias femininas tornou-se um dos pontos mais controversos dessa discussão. 

De um lado está o argumento da inclusão. Do outro, estão questionamentos sobre diferenças físicas, segurança e igualdade competitiva.

Sophie Cunningham decidiu entrar nesse debate e passou de jogadora de basquete a símbolo de uma disputa nacional.

Antes das estatísticas, vieram as ideias

Muito antes de chegar aos ginásios e às competições esportivas, o conceito moderno de gênero começou a ser desenvolvido por pesquisadores no século XX.

Entre os nomes mais influentes está o psicólogo e sexólogo John Money. Professor da Universidade Johns Hopkins, ele criou o termo “papel de gênero” em 1955 e desenvolveu teorias sobre a formação da identidade de homens e mulheres.

A história de Money e das pessoas submetidas às suas teorias é tão cruelmente verdadeira que parece ficção.

Ela será contada em um filme original da Brasil Paralelo, gravado com atores internacionais.

Clique aqui e faça seu cadastro para saber como ter acesso ao filme.

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