Imagens de satélite confirmaram que a ilha é real, mas ainda não há consenso sobre o motivo de ela se deslocar.

Imagine estar velejando em um lago quando, de repente, você encontra algo que não deveria estar ali. E não se trata de um animal ou embarcação, mas de uma ilha inteira.
Foi isso que aconteceu com um navegador enquanto navegava por um lago no Canadá. Onde deveria ter água, ele encontrou terra.
Uma ilha cheia de árvores que não constava em nenhum mapa. Ele registrou a cena e as imagens viralizaram.
Será que esse vídeo foi feito por inteligência artificial? Foi isso que disse Bob Gammer, porta-voz da empresa que administra o reservatório. No entanto, imagens de satélite confirmaram tudo.
No dia 21 de julho, a ilha estava lá, flutuando perto da costa. Quinze dias depois, ela sumiu completamente.
Poucos dias depois, a ilha reapareceu, dessa vez a 32 quilômetros de onde tinha sido vista pela primeira vez. Depois, ela apareceu de novo perto de onde um rio deságua no lago.
Ela estava se deslocando pela água, sem afundar em nenhum momento.
A hipótese mais aceita hoje é que não se trata de uma ilha feita de terra firme, mas de uma balsa de troncos e galhos, acumulados ao longo de anos em uma parte protegida da margem.
Com o tempo, esse amontoado de madeira começou a se decompor, e vegetação e novas árvores surgiram de todo esse material orgânico.
O lago está no nível mais alto dos últimos 14 anos. Isso pode ter sido o empurrão final para levantar esse amontoado preso à margem e fazê-lo navegar pelo reservatório.
A ilha tem cerca de 140 metros de comprimento por 70 de largura. Para se ter noção, isso é quase o mesmo tamanho do campo do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Apesar de toda a curiosidade, as autoridades locais pedem cautela. A estrutura é instável, e pisar nela pode ser perigoso.
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.