Diretora da escola havia pedido que um aluno fosse tratado por um novo nome e pelo pronome neutro "they/them", após mudança de sexo

O professor Enoch Burke foi libertado da prisão nesta quarta-feira após 700 dias detido.
O problema teve origem em 2022, quando a diretoria da escola onde ele trabalhava, na Irlanda, orientou os professores a tratarem um aluno que estava em transição de gênero por um novo nome e pelo pronome neutro "they/them".
Burke, professor e cristão evangélico, se recusou a seguir a orientação, alegando objeção de consciência religiosa. A escola o suspendeu por má conduta.
Mesmo suspenso, ele continuou comparecendo à instituição. A Justiça então determinou que ele se mantivesse afastado do local. Burke desobedeceu à ordem repetidamente, o que resultou em sucessivas prisões por desacato ao longo dos últimos anos.
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O juiz Brian Cregan decidiu libertá-lo mesmo com Burke se recusando, mais uma vez, a se comprometer formalmente a obedecer à ordem judicial e deixar de frequentar a escola.
A decisão levou em conta que o ano letivo já havia terminado e que Burke foi demitido em maio, depois que um painel de apelações rejeitou seu recurso contra a demissão. Para o juiz, essa mudança foi suficiente para justificar a soltura.
Na sentença, o juiz também classificou Burke como um "intruso indesejado" na escola e disse que suas ações eram "de um professor que perdeu completamente sua bússola moral".
Segundo Cregan, Burke tem direito às suas crenças religiosas e ao direito de protestar nos portões da escola, mas não de invadir as instalações ou interromper a educação dos alunos.
Apesar de solto, Burke ainda está tecnicamente desobedecendo a ordem judicial que o proíbe de entrar na escola, e isso só muda quando ele decidir cumpri-la.
O juiz disse que, como a escola vai ficar fechada até setembro por causa das férias de verão, a soltura não deve causar problemas por enquanto. Se Burke voltar a aparecer na escola no próximo ano letivo, a instituição pode pedir sua prisão de novo.
Cregan também disse que vai decidir em duas semanas se proíbe a mãe e os dois irmãos de Burke de acompanhar as próximas audiências pessoalmente, depois que a família causou tumulto no tribunal em ocasiões anteriores.
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