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PIB cresce, mas percepção econômica segue negativa e pressiona Lula

Apesar do crescimento de 3,4% da economia, Lula enfrenta rejeição nas pesquisas. Medidas contra inflação alimentar recebem críticas no Congresso.

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Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Governo Lula enfrenta nova onda de desaprovação
Fonte da imagem: Ricardo Stuckert

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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou um crescimento de 3,4% em 2024, indicando uma recuperação econômica. No entanto, a percepção da população sobre a economia segue majoritariamente negativa, pressionando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

  • O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos em um país durante um período determinado, geralmente um ano. Ele é um dos principais indicadores econômicos, pois mede o desempenho da economia e seu crescimento.

A inflação fechou o ano em 4,8%, pressionando o orçamento das famílias e reduzindo o poder de compra. 

Para conter a alta dos preços, o Banco Central manteve a taxa de juros em 13,25%, encarecendo o crédito e dificultando o consumo. A decisão da autoridade monetária não agradou Lula.

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Esses fatores acabaram impactando na imagem do governo Lula. Pesquisas recentes mostram altos índices de insatisfação com o governo, enquanto fatores como inflação elevada e juros altos continuam pesando no custo de vida. Levantamentos divulgados no início deste ano apontam essa desconexão.

A inflação fechou o ano em 4,8%, pressionando o orçamento das famílias e reduzindo o poder de compra. 

Para conter a alta dos preços, o Banco Central manteve a taxa de juros em 13,25%, encarecendo o crédito e dificultando o consumo. A decisão da autoridade monetária não agradou Lula.

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Esses fatores acabaram impactando na imagem do governo Lula. Pesquisas recentes mostram altos índices de insatisfação com o governo, enquanto fatores como inflação elevada e juros altos continuam pesando no custo de vida. Levantamentos divulgados no início deste ano apontam essa desconexão.

Bancado do agro afirma que causa da inflação é desequilíbrio fiscal do governo

A pesquisa da Latam Pulse/Atlas Intel divulgada nesta sexta-feira, 7 de março, mostra que Lula é reprovado por 53% da população. Em contrapartida, 46% aprova o petista. Esse levantamento reforça uma tendência que já vem sendo observada por outros institutos desde o início do ano.  

A pesquisa Quaest, realizada entre 23 e 26 de janeiro de 2025, revelou que 49% dos entrevistados desaprovam o governo, enquanto 47% o aprovam. 

Já o PoderData, entre 25 e 27 de janeiro, indicou 40% de avaliação negativa e 24% de positiva. 

Para finalizar, o Datafolha, em 14 de fevereiro, registrou 24% de aprovação e 41% de reprovação, o índice mais negativo dos três mandatos de Lula.

Para reverter esse cenário, Lula tenta focar em medidas que impactam diretamente no dia a dia do brasileiro. Em resposta à alta nos preços dos alimentos, o governo anunciou um pacote de medidas para tentar reduzir o custo desses itens. 

Entre as ações adotadas, destaca-se a zeragem das tarifas de importação para produtos como carne, café, açúcar, milho, óleo de girassol, óleo de palma, sardinha e massas alimentícias.

A iniciativa não agradou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), maior bancada do Congresso Nacional. A entidade criticou as medidas anunciadas pelo governo, classificando-as como "pontuais e ineficazes"

A FPA argumenta ainda que o problema da inflação está no desequilíbrio fiscal do governo, que, segundo a Frente, onera os custos e alavanca a inflação.

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Aprovação do governo divide opiniões congressistas

No Congresso, parlamentares divergiram sobre o resultado divulgado. No campo governista, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) enalteceu o crescimento do índice e questionou sobre “a crise que a direita tanto apregoa por aí?”

“Cadê a crise? As previsões para o PIB do Brasil em 2024, seja dos analistas do governo seja os do mercado, são de um crescimento de 3,5% em relação a 2023. Oras, cadê a crise que a direita tanto apregoa por aí?”

Já o deputado Bohn Gass (PT-RS) disse que “Lula está provando, mais uma vez, que é possível fazer o Brasil crescer com distribuição de renda”.

“PIB brasileiro em 2024 foi 3,4%, um dos maiores do mundo. Mas a renda per capita também cresceu 3,0%. Significa que, além de conduzir nossa economia pelo rumo certo, Lula está provando, mais uma vez, que é possível fazer o Brasil crescer com distribuição de renda”

Por outro lado, a oposição questionou os resultados do Executivo. O deputado Sanderson (PL-RS) criticou a falta de impacto efetivo na vida dos brasileiros e afirmou que o governo está perdido.

"Não adianta anunciar crescimento do PIB e povo continuar não tendo dinheiro para se alimentar decentemente. Lula prometeu na campanha que o povo iria comer picanha, mas, até agora, o que nós vemos é um governo perdido e a população desamparada. Juros altos, inflação descontrolada e povo não tem o que comer. Esse é a triste situação em que o Brasil se encontra sob o comando de Lula"

Na mesma linha de Sanderson, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) disse que “não há nada a se comemorar” pois a “a população está com fome”.

“Lula não sai do discurso. Fala muito e não entrega nada do que prometeu. Lula faz um governo de fachada, o qual fica só fica na alegoria e não faz nada de concreto para auxiliar a população. O povo quer comida barata. O que adianta comemorar resultado do PIB se a população está com fome? Não há nada a se comemorar”

A economia segue como um dos principais desafios do governo. Enquanto os indicadores macroeconômicos mostram avanço, a população ainda espera sinais concretos de melhora na renda, no emprego e na qualidade de vida.                                                                                                     

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