Aumento da população mundial e da expectativa de vida sã os principais motivos para o avanço da doença.

A OMS divulgou um relatório assustador sobre o futuro do câncer no mundo. O estudo aponta que cerca de 92% da população mundial será afetada de alguma forma pela doença.
Isso significa que a grande maioria conviverá com a doença, sendo vítima ou acompanhando pessoas que enfrentam o problema.
Segundo a organização, aproximadamente uma em cada cinco pessoas desenvolverá algum tipo de câncer durante a vida.
Ao mesmo tempo, o número de novos casos deverá crescer de forma acelerada nas próximas décadas, chegando a 35 milhões por ano até 2050.
Para a OMS, esse crescimento não acontece por um único motivo. O envelhecimento da população e o crescimento populacional explicam parte da alta.
Além disso, fatores de risco evitáveis, como tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada e exposição ao sol, continuam contribuindo para o aumento dos casos.
Apesar dos números preocupantes, o relatório traz uma informação importante, quase 40% dos casos de câncer poderiam ser evitados.
A OMS afirma que mudanças no estilo de vida e políticas eficazes de prevenção continuam sendo uma das principais ferramentas para reduzir a incidência da doença.
Além da prevenção, outro fator decisivo é o diagnóstico precoce. Quando descoberto cedo, o tratamento costuma ser mais eficaz.
Os avanços da medicina também mudaram o cenário da doença. Em diversos tipos de câncer, especialmente nos países com maior acesso à tecnologia, as taxas de sobrevivência cresceram.
No caso do câncer de mama, por exemplo, a sobrevida após cinco anos supera 85% nos países de alta renda.
Entretanto, essa realidade está longe de ser universal. Nos países de baixa renda essa taxa fica abaixo de 45%, e em algumas regiões chega a menos de 30%.
Segundo a OMS, a diferença não está apenas na gravidade da doença, mas principalmente na estrutura dos sistemas de saúde.
O relatório mostra que diversos serviços considerados essenciais ainda não chegam à maior parte da população mundial.
Apenas 28% dos países incluem um pacote mínimo de tratamento oncológico na cobertura universal de saúde.
Além disso, 47% da população mundial possui pouco ou nenhum acesso aos serviços básicos de diagnóstico.
Enquanto isso, 23 países de baixa e média renda ainda não contam com nenhuma unidade de radioterapia.