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Moraes autoriza Bolsonaro a ir a hospital para realizar exames médicos

Autorização ocorreu um dia após Moraes negar transferência imediata para hospital.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Bolsonaro
Fonte da imagem: Reprodução/Instagram

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O ministro Alexandre de Moraes autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja levado ao hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames médicos. A decisão foi tomada após pedido da defesa e análise de relatórios médicos da Polícia Federal.

Bolsonaro está autorizado a realizar três exames:

  • tomografia computadorizada do crânio;
  • ressonância magnética do crânio;
  • eletroencefalograma.

Os procedimentos têm como objetivo verificar se o ex-presidente sofreu traumatismo craniano leve após cair da cama na Superintendência da PF do Distrito Federal.

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Como será o deslocamento de Bolsonaro?

Na decisão, Moraes determinou que:

  • a escolta e a segurança de Bolsonaro sejam feitas pela PF forma discreta;
  • o desembarque no hospital ocorra pela garagem;
  • a PF entre em contato previamente com o hospital para combinar os termos da realização dos exames;
  • haja vigilância completa durante todo o período dos procedimentos.

Após a conclusão dos exames, Bolsonaro deverá retornar à Superintendência da Polícia Federal, sem permanecer internado no hospital.

A autorização foi concedida após a defesa do ex-presidente apresentar, na terça-feira (6), detalhes sobre os exames e pedir urgência na realização dos procedimentos.

Em seguida, a Polícia Federal também encaminhou ao STF um relatório com a avaliação inicial feita pela equipe dos agentes.

O pedido ocorreu depois de Moraes solicitar formalmente mais informações à defesa e um laudo médico da PF.

Na decisão, o ministro afirmou que o relatório da Polícia Federal:

  • identificou apenas ferimentos leves;
  • não apontou necessidade de encaminhamento hospitalar imediato;
  • indicou apenas observação clínica.
“Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital”, escreveu Moraes, citando a nota da PF.

Ainda assim, o ministro ressaltou que a defesa tem direito de solicitar exames adicionais, desde que haja indicação médica clara e agendamento prévio.

“A Defesa, aconselhada pelo médico particular do custodiado, tem direito à realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”, afirmou.

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