Conheça a trajetória de André Ventura
André Claro Amaral Ventura nasceu em 15 de janeiro de 1983, em Portugal. Ele chegou a estudar em um seminário e cogitou virar padre.
No entanto, ele não seguiu com a formação religiosa e se formou em Direito pela Universidade Nova de Lisboa.
Ventura também chegou a concluir um doutorado em Direito Público na Universidade de Cork, na Irlanda.
Antes de entrar na política, trabalhou como inspetor da Autoridade Tributária, órgão equivalente à Receita Federal, e lecionou em universidades.
Da televisão à política
Ventura ganhou projeção nacional fora da política. Torcedor do Benfica, ficou conhecido como comentarista esportivo.
Sua entrada na política foi através do Partido Social Democrata (PSD), principal legenda de centro-direita do país.
Em 2017, foi eleito vereador, mas deixou o cargo no ano seguinte. Ventura afirmou ter saído do partido por se sentir “traído” pela direção.
A fundação do Chega
Em 2019, Ventura rompeu definitivamente com o PSD e fundou o Chega, partido que se define como “conservador, liberal e nacionalista”.
- A Brasil Paralelo entrevistou a deputada Rita Matias, do Chega. Clique aqui para assistir à conversa completa.
No mesmo ano, foi eleito deputado pela primeira vez. Em 2021, concorreu à Presidência da República e ficou em terceiro lugar.
Desde então, o crescimento do Chega foi rápido. Em apenas seis anos, a legenda saiu de 1,3% das intenções de voto para cerca de 23%, se tornando a segunda maior força do Parlamento, com 58 deputados.
Agora, Ventura se prepara para concorrer no segundo turno das eleições presidenciais, que estão marcadas para 8 de fevereiro.
Caso ganhe, ele precisará lidar com um primeiro-ministro mais poderoso, isso porque Portugal mantém um modelo semipresidencial, no qual o presidente tem funções como:
- Sancionar ou vetar leis aprovadas pelo Parlamento;
- Dissolver a Assembleia da República em caso de crise política;
- Convocar eleições antecipadas;
- Representar o país internacionalmente;
- Comandar as Forças Armadas.
Ou seja, embora tenha influência política relevante, o presidente não governa diretamente nem implementa políticas públicas por conta própria.