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Educação•5 min de leitura

Livros ou telas? O desafio de ocupar bem o tempo das crianças

O Brasil é o segundo país do mundo em tempo diante de telas. Especialistas alertam para os efeitos nas crianças, e a resposta pode estar em hábitos simples dentro de casa

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Pai lê livro infantil para o filho antes de dormir
Fonte da imagem: —

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33s

9 horas e 13 minutos por dia. Esse é o tempo médio que o brasileiro passa diante das telas, o equivalente a mais da metade do período em que costuma ficar acordado.

Segundo levantamento da Electronics Hub, com dados do DataReportal, o Brasil só fica atrás da África do Sul nesse ranking.

O hábito começa cedo. Uma pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal mostra que 78% das crianças de até três anos usam telas diariamente.

Além disso, 58% dos pais reconhecem que esse tempo deveria ser limitado.

O que as crianças perdem com o excesso de telas?

O oftalmologista Fábio Ejzenbaum, da Sociedade Brasileira de Pediatria, alerta que o excesso de telas, combinado com poucas atividades ao ar livre, pode favorecer a miopia e prejudicar o sono.

A recomendação é evitar telas até os dois anos, limitar o uso a uma hora diária dos dois aos seis e a duas horas dos seis aos dez.

Mas o problema não está apenas na saúde.

Para o psicoterapeuta Tom Kersting, quanto mais tempo as crianças passam diante das telas, menos oportunidades têm de brincar, conversar e conviver com outras pessoas.

O desafio dos pais, portanto, é oferecer atividades que ocupem o lugar das telas.

Um hábito no lugar da tela

Tirar a tela, sozinho, não resolve. É preciso colocar algo no lugar.

O guia Conta pra Mim, publicado pelo Ministério da Educação, recomenda pelo menos dez minutos diários de leitura conversada entre pais e filhos, um momento sem aparelhos e com atenção total.

Foi com essa proposta que nasceu o Clubinho do Livro, da Brasil Paralelo. Todo mês, a família recebe uma nova aventura da série Pindorama, que transforma a história do Brasil em narrativa para crianças.

Os livros têm ilustrações, perguntas para conversar e atividades para fazer juntos. Coragem, honra e verdade aparecem vividas pelos personagens, não como sermão.

Não é mais um estímulo na rotina da criança. É um tempo marcado para pais e filhos, sem tela, com um livro aberto entre os dois.

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