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“Israel só sabe matar”, declara Lula no México

Para especialistas, essa abordagem pode comprometer a relevância do Brasil como mediador internacional de conflitos.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Lula concede entrevista
Fonte da imagem: Reprodução Youtube

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Ontem, dia 1º de outubro, o presidente Lula concedeu uma entrevista durante sua visita oficial ao México. Ele criticou a estratégia adotada pelo Conselho de Segurança da ONU. 

Enfatizou que a instituição não tem capacidade de conversar com Benjamin Netanyahu sobre a guerra travada contra os grupos terroristas Hamas e Hezbollah.

Inexplicável foi como ele classificou a inabilidade de diálogo do órgão. 

“O que eu lamento é o comportamento de Israel. É inexplicável que o conselho da ONU não tenha autoridade moral e política de fazer com que Israel se sente numa mesa para conversar ao invés de só saber matar”, declarou. 

  • O contexto histórico da guerra entre Israel e grupos como Hamas e Hezbollah é analisado de forma profunda em From the River to the Sea, novo original Brasil Paralelo. 

 Assista o vídeo. 

Os brasileiros foram orientados pelo ministério das Relações Exteriores a tentar deixar o país por meios próprios. Também receberam sugestões de que evitem a região do sul do Líbano, onde as guerras estão em franco desenvolvimento.

Escalada de tensões globais

As tensões no Oriente Médio ganharam um novo capítulo ontem, 1º de outubro, quando o Irã começou a bombardear Israel. 

De acordo com a imprensa internacional, moradores de Tel Aviv foram instruídos a permanecer em áreas protegidas, enquanto residentes do sul do Líbano foram orientados a sair do país imediatamente. 

A embaixada dos EUA em Israel emitiu um alerta máximo, pedindo que seus cidadãos evacuassem e permanecessem perto de  abrigos.

Sob condição de anonimato, um funcionário do governo americano afirmou que os EUA estão “apoiando ativamente” os “preparos defensivos” de Israel e advertiu que um ataque direto do Irã teria “consequências severas”. 

O bombardeio aconteceu depois da morte de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah.  No sábado, 28 de setembro, Israel bombardeou o prédio onde o chefe terrorista estava com outros membros da organização. 

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