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Hermes da Fonseca, um militar na República dos oligarcas

A corrida presidencial que levou o marechal ao poder foi uma das mais marcantes na história do país.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Foto do marechal e presidente Hermes da Fonseca.
Fonte da imagem: Gazeta do Povo

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Depois do fim do fim do mandato de Floriano Peixoto, os militares entregaram o poder aos civis. O governo passou a ser administrado por grandes fazendeiros, que usavam de ameaças e fraudes para eleger seus candidatos de preferência.

A campanha do militar foi lançada pelo influente senador gaúcho José Gomes Pinheiro Machado

O marechal era o nome da oposição ao presidente Afonso Pena, que pretendia apoiar o candidato Davi Campista, ministro da Fazenda. 

Com a desistência de Campista da corrida presidencial, o jurista Ruy Barbosa se tornou o nome apoiado por Pena e pelas oligarquias de São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e alguns setores em Minas.

A morte do presidente mudou o jogo, já que o vice, Nilo Peçanha, era um afilhado político de Pinheiro Machado.

No novo cenário, Fonseca passou a receber o apoio do governo federal, além dos militares e de algumas oligarquias estadfuais

O marechal apoiou sua candidatura no prestígio entre as camadas militares e na influência de seus aliados políticos. Falando em enfrentar poderes estaduais e combater a corrupção.

Ruy Barbosa, por outro lado, lançou uma campanha chamada de civilista, na qual combateu o militarismo representado por Fonseca

Essa campanha foi marcada por caravanas que percorreram o Brasil, organizando mobilizações em ruas e praças públicas. Uma forma de fazer política que seria conhecida como “americana”.

Apesar do estilo inovador da campanha civilista, Hermes da Fonseca conseguiu ganhar a eleição com uma grande margem.

O governo do marechal foi marcado por intervenções militares com o objetivo de enfraquecer o poder das oligarquias de oposição em diversos estados, principalmente:

  • Pernambuco, 
  • Bahia, 
  • Ceará e 
  • Alagoas.

O movimento ficou conhecido como Política das Salvações, e gerou alternância entre as oligarquias locais.

O governo também foi marcado pela repressão a revoltas e aproximação com os sindicatos menos combativos, muitos dos quais tinham ligações com Mário Hermes, filho do presidente. 

O militar também investiu em moradias populares, o que aumentou o déficit público do Estado.

Com as crises internacionais que antecederam a Primeira Guerra Mundial, o preço das commodities brasileiras caiu, jogando o governo em uma crise econômica.

Após o fim do mandato de Fonseca, o mineiro Venceslau Brás foi eleito. Restabelecendo a relação entre as oligarquias estaduais e o governo federal.

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