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Há 44 anos o papa sofreu um atentado na frente de todos e sobreviveu: "Uma atirou, mas outra guiou a bala"

O dia em que tiros silenciaram a Praça de São Pedro e o papa transformou a dor em testemunho. Entenda o que aconteceu.

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Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Papa João Paulo II após sofrer o atentado
Fonte da imagem: Foto: REUTERS/Vatican/File

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Era 13 de maio de 1981, aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima. A Praça de São Pedro, no Vaticano, estava cheia de fiéis. O papa João Paulo II circulava entre eles em seu veículo aberto, sorrindo e abençoando as crianças.

Às 17h17, dois disparos. O som seco cortou a celebração. O papa foi atingido no abdômen e na mão esquerda. A multidão entrou em choque.

O agressor, um jovem turco chamado Mehmet Ali Agca, foi imediatamente detido. O papa, gravemente ferido, foi levado às pressas para o Hospital Gemelli, onde passou por uma cirurgia que durou mais de cinco horas.

A bala havia passado a poucos milímetros de uma artéria vital. "Foi uma mão que atirou, mas outra mão guiou a bala", diria João Paulo II anos depois, atribuindo à intercessão de Nossa Senhora de Fátima o fato de ter sobrevivido.

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Anos depois o papa perdoou seu agressor

O atentado teve repercussões políticas e religiosas em todo o mundo. Agca pertencia a um grupo extremista, mas até hoje as razões exatas do atentado continuam cercadas de especulações.

O próprio papa, tempos depois, visitaria o agressor na prisão e o perdoaria pessoalmente.

A bala retirada de seu corpo foi incrustada na coroa da imagem de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal. Foi uma forma de gratidão e reconhecimento por sua sobrevivência.

Bala do atentado a João Paulo II na coroa de Nossa Senhora de Fátima
O Projétil foi adicionado a coroa de Nossa Senhora de Fátima. Imagem:Região da Leiria

O atentado ocorreu no mesmo dia em que, décadas antes, três crianças afirmaram ter recebido mensagens sobre perseguições à Igreja.

Entre as visões relatadas, estava a de um “bispo vestido de branco” que cairia por terra sob tiros e flechas.

Aquele 13 de maio uniu, na dor e na fé, duas histórias separadas por 64 anos mas marcadas por um mesmo apelo: oração e conversão diante do sofrimento do mundo.

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