Segurança pública5 min de leitura

Governador do Rio afirma que não pedirá desculpas por enfrentar o crime

Claudio Castro defende a Operação Contenção, rebate uso do termo “chacina” e afirma que o Estado retomará áreas dominadas.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Megaoperação
Fonte da imagem: ose Lucena/The News 2/Estadão Conteúdo

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O vídeo dura menos de 30 segundos. Nele, William Gabriel, de 20 anos, gravou um relato em frente ao Complexo da Penha, zona norte do Rio. O jovem sorri, ergue o celular e diz:

“Olha que dia maravilhoso. Tô aqui na Penha, e eu não poderia deixar de parabenizar a Polícia Militar por ter neutralizado mais de cem traficantes de drogas.”

A gravação viralizou nas redes sociais e, em poucos dias, mudou completamente a rotina do rapaz.

William, que morava no Morro da Providência, passou a receber ameaças de morte. Traficantes da área teriam ido até sua casa após o vídeo circular na internet.

De acordo com o programa Balanço Geral do Rio de Janeiro, o jovem e sua família precisaram deixar a residência às pressas por questão de segurança. Ele e os parentes estão agora em outra cidade do Rio de Janeiro.

O caso foi levado ao Ministério Público, onde William compareceu acompanhado de um advogado para prestar depoimento e pedir proteção.

De acordo com a defesa, o rapaz tentou contato com o Ministério dos Direitos Humanos, mas não obteve retorno.

“Ele não fez nada além de elogiar a operação do BOPE e deveria ter esse direito garantido”, afirmou a reportagem.
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O que foi a megaoperação no Rio de Janeiro?

A megaoperação a que William se referia foi realizada no dia 28 de outubro, reunindo cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar.

A ação, chamada Operação Contenção, teve como objetivo conter o avanço do Comando Vermelho na zona norte da capital.

Durante o confronto, houve resistência armada, explosões e ataques com drones. O saldo oficial divulgado pelo governo estadual foi de 121 mortos, sendo 117 suspeitos e quatro policiais.

 A Defensoria Pública do Rio afirma que o número de traficantes mortos chegou a 128.

William Gabriel permanece sob ameaça e aguarda medidas de proteção. O Ministério Público informou que avalia o caso por meio da Comissão de Direitos Humanos, que poderá recomendar providências para garantir a segurança dele e da família.

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