As principais notícias todos os dias em seu e-mail
Garanta o próximo envio:
00
D
00
H
00
M
00
S
January 16, 2026
RECEBER DE GRAÇA
This is some text inside of a div block.
3
min de leitura

Heading

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Suspendisse varius enim in eros elementum tristique. Duis cursus, mi quis viverra ornare, eros dolor interdum nulla, ut commodo diam libero vitae erat. Aenean faucibus nibh et justo cursus id rutrum lorem imperdiet. Nunc ut sem vitae risus tristique posuere.

Por
This is some text inside of a div block.
Publicado em
This is some text inside of a div block.
This is some text inside of a div block.
Crime
3
min de leitura

Quem é a delegada presa que namorava um membro do PCC?

Layla Lima Ayub defendeu membros da facção mesmo após ser empossada como policial.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
16/1/2026 20:01
Pleno News

A delegada Layla Lima Ayub foi presa sob suspeita de envolvimento com membros do PCC

A prisão ocorreu durante a Operação Serpens, após decisão do Ministério Público de São Paulo com apoio do Gaeco. A prisão temporária decretada é de 30 dias.

A Justiça autorizou dois mandados de prisão temporária, um contra a delegada e outro contra seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, acusado de pertencer à facção

Ambos foram presos em uma pensão na Zona Oeste da capital paulista, onde viviam desde que se mudaram para São Paulo.

Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá, no Pará

Um dos alvos foi a Academia de Polícia Civil, no bairro do Butantã, onde Layla mantinha um armário funcional. Os materiais apreendidos passarão por perícia.

Segundo o Ministério Público, o casal é investigado pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro

Quem é Layla Lima Ayub?

Layla Lima Ayub foi empossada como delegada da Polícia Civil de São Paulo em 19 de dezembro de 2025, durante cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. Ela integrava o grupo de mais de 500 novos delegados nomeados.

Antes de assumir o cargo, Layla construiu uma trajetória na área da segurança pública

Entre 2014 e 2022, atuou como policial militar no Espírito Santo. É formada em Direito pela Faculdade do Espírito Santo e possui diversas pós-graduações, incluindo:

  • Direito Penal;
  • Direito Constitucional;
  • Direito Processual Penal;
  • Ciência Forense; 
  • Perícia Criminal.

Ela também trabalhou como advogada criminalista, com atuação em Marabá, no Pará. A região é apontada por investigadores como um dos redutos do PCC no estado

Em março do ano passado, passou a integrar a Comissão da Criança e do Adolescente da OAB de Marabá.

Layla ainda estava em estágio probatório, período de três anos em que delegados recém-empossados passam por avaliações antes de adquirirem estabilidade no cargo.

O possível envolvimento com o PCC

De acordo com o Ministério Público, Layla atuava como advogada criminalista e defendia membros da facção, prática proibida a delegados de polícia.

No dia 28 de dezembro de 2025, apenas nove dias após sua posse, Layla defendeu quatro membros do PCC presos em flagrante na cidade de Rondon do Pará. 

Ela não poderia atuar como advogada após ter sido empossada, a prática é proibida dor normas estaduais e pelo Estatuto dos Advogados.

O promotor de Justiça Carlos Gaya afirmou que há indícios de que Layla pode ter apoiado a facção:

Ela tinha uma atuação muito próxima de lideranças do PCC localizadas na região de Marabá ainda que se não se tratassem de clientes dela. O que seria um indicativo de que ela estaria de alguma forma facilitando a comunicação entre eles ou de que estaria atuando em benefício da instituição, sendo paga pela facção e não por indivíduos específicos.”

Namorado de layla estava envolvido com o crime organizado

Layla mantinha um relacionamento com Jardel Neto Pereira da Cruz, o Dedel, apontado como uma das lideranças do PCC em Roraima. 

Ele foi condenado por tráfico de drogas e organização criminosa, chegando a ser preso em 2021. Dedel estava em liberdade condicional quando foi novamente detido na operação.

Segundo o Ministério Público, Layla chegou a ajuizar uma ação judicial pedindo que o Google removesse resultados de busca que mencionavam as prisões. Ela alegou que ele buscava ressocialização.

As investigações também indicam que o casal teria adquirido uma padaria em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, com dinheiro de origem ilícita. 

O negócio estaria registrado em nome de um “laranja”, estratégia comum para ocultar patrimônio e caracterizar lavagem de dinheiro.

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa. 

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos. 

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. 

Clique aqui.

Relacionadas

Todas

Exclusivo para membros

Ver mais