Quem é Layla Lima Ayub?
Layla Lima Ayub foi empossada como delegada da Polícia Civil de São Paulo em 19 de dezembro de 2025, durante cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. Ela integrava o grupo de mais de 500 novos delegados nomeados.
Antes de assumir o cargo, Layla construiu uma trajetória na área da segurança pública.
Entre 2014 e 2022, atuou como policial militar no Espírito Santo. É formada em Direito pela Faculdade do Espírito Santo e possui diversas pós-graduações, incluindo:
- Direito Penal;
- Direito Constitucional;
- Direito Processual Penal;
- Ciência Forense;
- Perícia Criminal.
Ela também trabalhou como advogada criminalista, com atuação em Marabá, no Pará. A região é apontada por investigadores como um dos redutos do PCC no estado.
Em março do ano passado, passou a integrar a Comissão da Criança e do Adolescente da OAB de Marabá.
Layla ainda estava em estágio probatório, período de três anos em que delegados recém-empossados passam por avaliações antes de adquirirem estabilidade no cargo.
O possível envolvimento com o PCC
De acordo com o Ministério Público, Layla atuava como advogada criminalista e defendia membros da facção, prática proibida a delegados de polícia.
No dia 28 de dezembro de 2025, apenas nove dias após sua posse, Layla defendeu quatro membros do PCC presos em flagrante na cidade de Rondon do Pará.
Ela não poderia atuar como advogada após ter sido empossada, a prática é proibida dor normas estaduais e pelo Estatuto dos Advogados.
O promotor de Justiça Carlos Gaya afirmou que há indícios de que Layla pode ter apoiado a facção:
“Ela tinha uma atuação muito próxima de lideranças do PCC localizadas na região de Marabá ainda que se não se tratassem de clientes dela. O que seria um indicativo de que ela estaria de alguma forma facilitando a comunicação entre eles ou de que estaria atuando em benefício da instituição, sendo paga pela facção e não por indivíduos específicos.”
Namorado de layla estava envolvido com o crime organizado
Layla mantinha um relacionamento com Jardel Neto Pereira da Cruz, o Dedel, apontado como uma das lideranças do PCC em Roraima.
Ele foi condenado por tráfico de drogas e organização criminosa, chegando a ser preso em 2021. Dedel estava em liberdade condicional quando foi novamente detido na operação.
Segundo o Ministério Público, Layla chegou a ajuizar uma ação judicial pedindo que o Google removesse resultados de busca que mencionavam as prisões. Ela alegou que ele buscava ressocialização.
As investigações também indicam que o casal teria adquirido uma padaria em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, com dinheiro de origem ilícita.
O negócio estaria registrado em nome de um “laranja”, estratégia comum para ocultar patrimônio e caracterizar lavagem de dinheiro.