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Fé nas urnas: veja em quem os evangélicos e católicos pretendem votar?

Atlas/Intel aponta que a rejeição ao governo Lula chega a 66,2% entre os evangélicos.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Biblia no parlamento
Fonte da imagem: Cristiano Mariz

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Em 2032, os evangélicos devem se tornar a maior religião do Brasil. Essa é uma projeção do demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, pesquisador aposentado do IBGE, com base no crescimento do grupo nas últimas décadas.

E a nova pesquisa AtlasIntel mostra que esse fenômeno já está moldando o mapa eleitoral do país.

O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (1º), revela uma divisão entre católicos e evangélicos nas intenções de voto para 2026.

No geral, Lula lidera com 46,3%, seguido por Flávio Bolsonaro com 36,6%. Mas quando a pesquisa recorta por religião, o cenário muda.

Lula lidera entre os católicos

Entre os católicos, Lula tem vantagem: 48,3% contra 37,9% de Flávio. Já entre os evangélicos, a disputa se inverte.

Flávio lidera com 42,9% contra 39,7% do atual presidente. A diferença é pouca, mas suficiente para mostrar que o voto evangélico é hoje um dos mais disputados da política brasileira.

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Maioria dos evangélicos rejeitam o governo Lula

Os dados de aprovação reforçam essa divisão:

Entre os católicos, o governo Lula tem aprovação positiva: 49,6% aprovam e 48,7% desaprovam.

Entre os evangélicos, a rejeição é expressiva: 66,2% desaprovam, contra apenas 33,7% de aprovação.

O medo também separa os dois grupos. A maior parte dos católicos teme a eleição de Flávio Bolsonaro (50,9%). Já a maioria dos evangélicos teme a reeleição de Lula (51,3%).

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Os candidatos reconhecem o peso do voto evangélico

Nenhum dos dois lados ignora a importância e o peso do voto evangélico.

Recentemente, o partido do presidente Lula publicou uma carta direcionada a esse eleitorado, tentando uma aproximação com um grupo que, em sua maioria, tem apoiado candidatos da direita.

O crescimento evangélico é um fenômeno de décadas. O grupo chegou a 26,9% da população brasileira no Censo 2022, segundo o IBGE, totalizando 47,4 milhões de pessoas, um recorde.

O impacto já é visível nas principais esferas de poder do país, do Executivo ao Legislativo e ao Judiciário.

Como esse movimento começou? Quais foram as ondas que o alimentaram? E de que forma o crescimento evangélico passou a influenciar a cultura, a política e o poder no Brasil?

A Brasil Paralelo está produzindo o documentário O Brasil Evangélico para responder a essas perguntas. A estreia é no dia 8 de julho.

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