Sociedade5 min de leitura

Promotora diz que falar em Deus é inconstitucional durante evento

Fala foi uma resposta ao discurso de um instrutor que ajuda crianças em situação de vulnerabilidade.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Fonte da imagem:

Receba notícias gratuitamente em seu email

Uma promotora do Ministério Público criticou uma associação em Duque de Caxias após os representantes falarem em Deus.

A fala aconteceu durante um evento ligado ao conselho tutelar, pouco depois do discurso de um instrutor que cuidava de crianças:

Teve uma chamada a Deus, ao sentimento de Deus e eu, como pessoa e como promotora de justiça, tenho que esclarecer que isto é inconstitucional.”

Ela seguiu dizendo que o direito à liberdade religiosa deve ser exercido exclusivamente de maneira privada:

Eu preciso esclarecer à organização do evento e à associação que a fé é um direito privado, que não deve ser estendido a outras pessoas num evento público. Eu estou extremamente emocionada, extremamente ofendida com o início da apresentação que teve aqui.”

Para a promotora, deixar os convidados falarem sobre sua fé e visão religiosa seria uma violação da Constituição:

Este deboche ofende ao Ministério Público e à Constituição da República, que uma associação que deve proteger os conselhos nucleares, deveria respeitar.”

O que havia sido dito antes da reação?

A falas que desencadeou uma reação tão odiosa veio de um instrutor que cuida de crianças em situação de vulnerabilidade.

O homem leu um poema chamado “O Abraço de Deus”, que retrata o Senhor como carinhoso e acolhedor.

Isso aconteceu durante uma troca de figurinos, após uma apresentação artística realizada por crianças acolhidas pelo Instituto João Gonçalves da Silva.

Em nota, a associação defendeu seu direito ao exercício da fé e trouxe argumentos jurídicos para isso:

"A liberdade de crença, de expressão e o respeito à diversidade são garantias fundamentais da Constituição Federal… o STF já pacificou o entendimento de que manifestações religiosas em eventos institucionais não configuram violação à laicidade ou favorecimento indevido, quando não houver proselitismo ou imposição a terceiros."

Infelizmente, esse não é um caso isolado. Grupos cristãos tem entrado na mira da Justiça por levar suas crenças a lugares como empresas e universidades.

A Brasil Paralelo investigou o preconceito contra os cristãos em seu novo documentário, O Brasil Evangélico. Assista ao trailer abaixo:

Clique aqui para não perder o lançamento no canal do Youtube da Brasil Paralelo a partir do dia 8 de julho.

[LEADS] Brasil Evangélico
[LEADS] Brasil Evangélico