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Instagram no banco dos réus? Entenda o processo que pode mudar as redes sociais

Empresa de Zuckerberg está sendo acusada de viciar crianças e adolescentes.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Procesos pode mudar a forma como Instagram existe
Fonte da imagem: Imagem gerada por IA

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As redes sociais podem estar a caminho de uma transformação sem precedentes por causa de um processo nos EUA

A Meta, empresa que controla o Instagram e o Facebook, voltou aos tribunais em uma ação sobre os efeitos de dependência em crianças e adolescentes

O processo está sendo movido por uma coalizão de 29 estados americanos, liderados tanto por republicanos quanto democratas

Eles alegam que a empresa projetou suas redes para manter jovens conectados pelo maior tempo possível, mesmo sabendo dos riscos à saúde mental e à privacidade.

O julgamento está sendo considerado um dos maiores desafios jurídicos já enfrentados pela Meta

Além de pedir indenizações que podem chegar a um trilhão de dólares, os estados querem que a Justiça obrigue a empresa a mudar a forma como suas plataformas funcionam.

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Quais recursos estão na mira das autoridades?

Entre as ferramentas ligadas ao processo, estão recursos que incluem

  • o uso da rolagem infinita;

  • algoritmos de recomendação;

  • notificações para trazer os usuários de volta ao aplicativo;

  • outros mecanismos.

Os procuradores também afirmam que a empresa coletou dados pessoais de menores de idade, quebrando leis federais e estaduais de proteção à privacidade infantil.

Em nota, a Meta rejeita as acusações. A empresa afirma que mantém um histórico de proteção aos adolescentes, trabalhou com especialistas e criou ferramentas para aumentar a segurança dos jovens.

Segundo a companhia, as alegações dos estados não são sustentadas pelas evidências.

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O que pode mudar no Instagram e no Facebook?

Caso a Justiça dê razão aos estados, a Meta poderá ser obrigada a modificar recursos que hoje fazem parte da experiência cotidiana das redes sociais.

Entre as mudanças solicitadas estão:

  • fim da contagem pública de curtidas;

  • eliminação da rolagem infinita;

  • desativação da reprodução automática de vídeos;

  • mudanças nos algoritmos de recomendação;

  • remoção de filtros que alteram a aparência dos usuários;

  • fim das publicações temporárias, como os Stories;

  • proibição da criação de múltiplas contas;

  • implantação de um sistema de verificação dos pais para adolescentes;

  • restrições de horário para notificações e uso por menores de idade.

Este não é o primeiro revés judicial da Meta. Em um processo separado, no estado do Novo México, um juiz condenou a empresa a pagar mais de R$4 bilhões e determinou mudanças

Entre elas, a retirada das curtidas para menores de 18 anos, restrições ao envio de imagens íntimas e limitação das notificações em determinados horários.

Na decisão, o magistrado classificou a atuação da empresa como uma "perturbação pública". A Meta informou que recorrerá da decisão.

Embora essa sentença tenha validade apenas no Novo México, uma eventual derrota no processo movido pelos 29 estados poderia obrigar a empresa a implementar mudanças em todo o território americano

Juntos, esses estados representam quase dois terços da população dos Estados Unidos.

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