Decisão vem após ele não pagar multa de aproximadamente R$2 mil alegando não ter dinheiro.

Luan Araújo foi condenado à prisão pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) por calúnia e difamação contra Carla Zambelli.
A decisão acontece após ele ter se recusado a pagar a multa de R$2.216,30 que havia sido determinada como pena.
Luan ficou conhecido às vésperas das eleições de 2022, quando foi perseguido pela ex-parlamentar com uma arma de fogo após provocações.
É possível ver ele gritando gritado “te amo espanhola”, uma provocação sobre os falsos rumores de que Zambelli teria se prostituído na Europa.
No entanto, as falas que levaram à condenação foram feitas em uma entrevista para o portal de esquerda Diário do Centro do Mundo (DCM).
O jornalista disse que a ex-deputada é "seguida por uma seita de doentes de extrema-direita" e "faz parte de uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte".
O jornalista alegou que não tem dinheiro para arcar com a multa e chegou a abrir uma vaquinha online para conseguir:
"A Justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta... Apesar da condenação dela no STF, ela não precisará cumprir lá na Europa, solta. Enquanto isso, estou tendo que fazer uma vaquinha para conseguir entrar com um processo por danos morais contra ela."
A defesa afirmou que a decisão foi marcada por um forte teor político e pediu pela anulação:
"Apesar de praticamente todas as decisões de um tribunal possuírem determinada carga política, nessa decisão, especialmente com relação a esse caso, o conteúdo político precisava ser ao máximo esvaziado. O que não acontece. Acontece exatamente o contrário"
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A Justiça italiana decidiu que a ex-deputada Carla Zambelli não será extraditada após passar 9 meses presa no país.
A Corte de Cassação de Roma, equivalente ao STF no país, decidiu pela anulação da decisão da Corte de Apelação, que havia autorizado a extradição.
O órgão identificou erros no julgamento realizado pelo tribunal anterior, afirmou o advogado de defesa Fabio Pagnozzi.
Ele também afirmou que a Corte reconheceu que ela está na condição de perseguida política.
“Conseguimos que não fosse extraditada a pessoa mais perseguida do Brasil. Amanhã ela pode voltar para casa como uma mulher livre”, disse Pagnozzi
Agora, ela está livre para deixar a prisão enquanto aguarda em casa pela próxima etapa do julgamento.
A decisão da Suprema Corte ainda deverá receber o aval do ministro da Justiça Carlo Nordio, indicado pela primeira-ministra Giorgia Meloni.
Ele deverá tomar sua decisão dentro de um prazo de 45 dias e depois informar oficialmente as autoridades brasileiras.
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O processo ocorre após um pedido formal do STF, que busca trazer Zambelli de volta ao Brasil para cumprimento de pena.
Ela foi condenada a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e em outro processo por porte ilegal de armas.
Zambelli deixou o país em maio de 2025, atravessando a fronteira com a Argentina e passando pelos EUA antes de chegar à Itália, onde possui cidadania.
Como saiu do Brasil após a condenação definitiva, passou a ser considerada foragida da Justiça brasileira.
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A prisão ocorreu em julho do mesmo ano, após inclusão do nome da ex-parlamentar na lista vermelha da Interpol.
Desde então, ela permanece detida em Roma. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante todo o processo, sob o entendimento de que há risco de fuga.
Em fevereiro, a Justiça italiana rejeitou um pedido para substituição dos juízes responsáveis pelo caso.