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Elon Musk conecta “zonas mortas” nos EUA

Empresa de Elon Musk conseguiu autorização para conectar satélites a chips de celular. Serviço já está disponível em áreas que antes não tinham cobertura telefônica.

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Redação Brasil Paralelo
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Imagem do globo terrestre ao fundo. Em primeiro plano aparece Elon Musk. Starlink leva seu serviços a chips de celular
Fonte da imagem: Compre Rural - Reprodução

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A Starlink, operadora de internet via satélite de Elon Musk, fechou parceria com a operadora T-Mobile para conectar seus satélites diretamente aos seus chips.

O acordo foi possível graças à autorização da Comissão Federal de Comunicações (FCC), similar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no Brasil. 

O programa foi batizado de “Starlink Direct to Call” e foi classificado pela FCC como de “utilidade pública”. Segundo a entidade, um dos principais benefícios é fornecer acesso à serviços de emergência de saúde à população desses locais

O programa começou a ser testado em janeiro de 2024, logo após o lançamento dos satélites que irão operar a transmissão. Atualmente, os consumidores têm acesso apenas a mensagens de texto, o chamado SMS no Brasil. 

De acordo com o site Space News, a operação dos serviços de dados móveis e chamadas por voz deve começar em 2025.

Em outubro de 2024, a tecnologia se mostrou importante em situações de emergência. Foi através do serviço que habitantes de cidades afastadas conseguiram pedir ajuda durante o furacão Helene. 

Conexão ou problema para a concorrência?

O diretor de engenharia de satélite da Space X, dona da Starlink, afirmou em entrevista que a tecnologia “a pode acabar com as “zonas mortas” no mundo todo”. 

“Isso significa que áreas rurais e remotas terão acesso a mensagens e dados via satélite”.

Por outro lado, outras operadoras como AT&T e Verizon foram contra a parceria. De acordo com o Space News, elas temem que o serviço interfira em suas em suas redes e prejudique seus clientes. 

De olho nisso, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) promete monitorar potenciais impactos nas comunicações. Além disso, irá atuar para mitigar possíveis detritos espaciais  e efeitos na astronomia.

A previsão da Starlink é de que sejam construídos cerca de 30 mil satélites durante a implantação do serviço.  

O Starlink Direct to Cell promete revolucionar a conectividade global, acabando com “as zonas mortas” do país e melhorando o acesso das pessoas a serviços de emergência. No entanto, concorrentes temem que seus serviços sejam prejudicados. 

Enquanto superam desafios regulatórios e técnicos, Elon Musk e sua equipe continuam firmes em seu projeto de conexão global.

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