Do inferno de Dante aos mares de Camões, três livros que marcaram a literatura mundial
O Brasil celebra hoje o Dia Nacional do Livro. A data ajuda a lembrar como algumas histórias sobreviveram a gerações e continuam sendo lidas mesmo depois de séculos.

Hoje, 29 de outubro, é o Dia Nacional do Livro. A data foi instituída no Brasil em 1966 e remete à criação da Real Biblioteca, origem da atual Biblioteca Nacional, em 29 de outubro de 1810.
Ao longo da história, os livros estiveram presentes em diferentes civilizações, registrando o pensamento de cada época e preservando algumas das grandes histórias da humanidade.
A data de hoje é uma oportunidade para olhar para trás e relembrar três clássicos da literatura que resistiram à passagem do tempo e continuam conquistando leitores ao redor do mundo.
A Divina Comédia - Dante Alighieri
Na Semana Santa de 1300, Dante se descobre perdido em uma selva escura, no meio do caminho da vida. Tenta sair sozinho, mas três feras bloqueiam a passagem: uma pantera, um leão e uma loba.
Quem aparece para guiá-lo é o poeta Virgílio, autor da Eneida, que o conduz para fora dali pelo caminho mais difícil, descendo antes de subir.
A primeira parada é o Inferno, um abismo de nove círculos em forma de cone. Quanto mais fundo os dois descem, mais grave é o pecado das almas que encontram, e cada castigo revela aquilo que a pessoa escolheu ser em vida.
Depois disso, sobem ao Purgatório, uma montanha dividida pelos sete pecados capitais. Ali as almas também sofrem, mas com esperança, porque a dor serve para curá-las. No topo, Virgílio precisa partir. A razão levou Dante até ali, mas não pode abrir as portas do céu.
Com Beatriz, seu grande amor, o poeta atravessa as esferas do Paraíso e encontra santos como Tomás de Aquino, Pedro, Tiago e João. Na etapa final, guiado por São Bernardo, contempla a Virgem Maria e, por fim, a luz de Deus.
A selva escura do início ficou para trás, e a jornada mostra como o homem se perde, como pode ser purificado e para onde deve dirigir o seu amor.
O livro de ficção mais vendido: Dom Quixote
Publicado em duas partes, em 1605 e 1615, Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, permanece como o romance de ficção mais vendido da história, com estimativas de cerca de 500 milhões de exemplares.
Sua popularidade atravessa séculos, culturas e idiomas, consolidando a obra como um dos pilares da literatura ocidental.
A narrativa acompanha Alonso Quijano, um fidalgo da região da Mancha que, após se perder nas leituras de romances de cavalaria, passa a acreditar ser um cavaleiro andante.
Sob o nome de Dom Quixote, parte em viagens para defender os fracos e lutar pelo que considera justiça, sempre acompanhado de seu fiel escudeiro, Sancho Pança.
O contraste entre o idealismo do cavaleiro e o olhar prático de Sancho produz momentos que combinam humor, crítica social e reflexão sobre o limite entre razão e fantasia.
Desde o século XVII, a obra circula em versões legais e piratas, o que acelerou sua difusão por toda a Europa.
A figura de Dom Quixote superou as fronteiras da literatura e se tornou parte do imaginário cultural global, inspirando adaptações no cinema, no teatro e nas artes visuais.
Também deu origem à expressão “lutar contra moinhos de vento”, usada para descrever batalhas inúteis ou imaginárias.
Os Lusíadas - Luís de Camões
Em algum ponto da costa da África, uma frota portuguesa avança por mares que nenhum europeu havia cruzado. No comando está Vasco da Gama, e o destino é a Índia.
Assim começa Os Lusíadas, o poema épico que Luís de Camões publicou em 1572 e dedicou ao jovem rei D. Sebastião. Lá do Olimpo, os deuses acompanham a viagem e se dividem entre os que protegem os portugueses e os que querem vê-los fracassar.
O caminho é cheio de armadilhas. Na ilha de Moçambique, os navegadores enfrentam os mouros em batalha.
Em Mombaça, o rei parece amigo, mas prepara uma cilada, e Gama só escapa porque Mercúrio o avisa em sonho.
Gama então narra a história de Portugal desde a origem. Fala do conde Henrique e de Teresa, do primeiro rei, Afonso, das guerras contra os mouros e dos monarcas que vieram depois, alguns gloriosos, outros fracos. É ali que Camões faz de um relato de viagem a epopeia de uma nação inteira. Ao fim da conversa, a frota segue viagem, enfrenta a fúria do mar e chega, enfim, às terras da Índia.
Quando a história do Brasil também chega aos livros
As caravelas que Camões cantou em Os Lusíadas não pararam na Índia. Dois anos depois da volta de Vasco da Gama, em 1500, outra frota portuguesa seguiu para o Atlântico e chegou a uma terra que ainda não estava nos mapas. Começava ali a história do Brasil.
Foi essa travessia, das origens de Portugal até a formação do país, que a Brasil Paralelo levou para o papel.
Depois da experiência do Clube do Livro, a BP lançou o Box Brasil – A Última Cruzada, inspirado na série de mesmo nome.
São cinco volumes que começam nas origens de Portugal e avançam pelas navegações, pelo Brasil colonial, pela Independência, pelo Império e pela abolição da escravidão.
Neste Dia do Livro, vale escolher qual dessas histórias vai ocupar a sua próxima estante.
![[LEAD] Menino brenda](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fmkt.brasilparalelo.com.br%2Fcampanhas%2Fb70ecba9-2abd-4275-a19b-bcf8339dade2.webp&w=3840&q=75)
![[LEAD] Menino brenda](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fmkt.brasilparalelo.com.br%2Fcampanhas%2Fbe7b6fc8-6980-4fdd-b019-465d6b4ce22c.webp&w=3840&q=75)







.jpg&w=3840&q=75)










.jpg&w=3840&q=75)