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Deputado federal aciona Ministério Público para averiguar cartaz com discurso antissemita

A peça de propaganda pró-palestina havia sido erguida em um prédio na esquina da Av. Paulista, em São Paulo.

Por
Redação Brasil Paralelo
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foto de protesto pró-palestina, não foi nessa ocasião que o cartaz foi erguido.
Fonte da imagem: Regina Jerônimo/Brasil de Fato

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O deputado federal Kim Kataguiri, juntamente com outros membros do MBL, acionou o Ministério Público para denunciar um cartaz com a frase "Palestina livre do Rio ao Mar".

A expressão faz referência ao Rio Jordão e ao Mar Mediterrâneo, território onde está situado o Estado de Israel e os territórios palestinos

Na interpretação do parlamentar, a sentença clama pela eliminação total de Israel e pelo estabelecimento de um Estado palestino em toda a região.

O slogan foi utilizado pela primeira vez em 1964, pela Organização de Libertação da Palestina (OLP). 

O grupo lutava pela destruição do Estado de Israel até assinar os acordos de Oslo, na década de 1990

Após o tratado, a OLP passou a advogar em prol da solução de dois Estados, pedindo a criação de um governo palestino que exista simultaneamente a Israel.

Grupos mais radicais, como o marxista Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) e o fundamentalisra islâmico Hamas, no entanto, se apropriaram do bordão.

Ainda assim, grupos ao redor do mundo seguem utilizando a frase inconsequentemente, afirmando não tratar da destruição de Israel, mas sim da busca por direitos em todo o território.

O Ministério do Interior da Alemanha, no entanto, proibiu o uso do slogan em manifestações de apoio à nação árabe. Pessoas que fizerem menção ao bordão podem ser processadas e até ter de pagar multas.

No Brasil, apesar dos apelos de Kim Kataguiri, não há proibições legais contra o uso da expressão.

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