Caso envolveu ex-modelo que posou para a revista e bilionário acusado de liderar a máfia chinesa.

Conhecido por fundar a revista Playboy e por seu estilo de vida liberal, Hugh Hefner aparece em um dos desdobramentos do caso Jeffrey Epstein.
Documentos apresentados à Justiça americana comprovam que ele esteve por trás de uma denúncia feita ao FBI contra o financista.
Henfer procurou as autoridades após receber o relato de uma ex-coelhinha da Playboy que dizia ter sido vítima de estupro e tráfico sexual.
O caso teria acontecido em 2005, quando Audra Lynn Christiansen, Miss Outubro da Playboy de 2003, o procurou em busca de ajuda.
Na época do crime, a modelo tinha apenas 23 anos de idade e morava na Mansão Playboy, em Beverly Hills.
Segundo os documentos do processo, Audra contou que havia sido estuprada por Epstein.
Além disso, ela relatou ter sido traficada para o poderoso empresário Stanley Ho, bilionário do setor de cassinos em Macau, que morreu em 2020.
Nos e-mails de Epstein, ele é descrito como o homem mais rico de Hong Kong. Além disso, o financista contou a seu amigo Boris Nikolic em 2011 que Ho era “dono de Macau” e “líder da máfia chinesa”.
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A ex-modelo acreditava que Hefner tinha influência suficiente para fazer com que sua denúncia fosse levada a sério pelas autoridades e por isso pediu que ele procurasse o FBI.
Segundo o processo, o fundador da Playboy entrou em contato diversas com a agência para relatar as acusações feitas pela modelo:
"O Sr. Hefner ligou para o FBI diversas vezes em nome da Srta. Christiansen para denunciar Jeffrey Epstein", diz a petição apresentada à Justiça.
No entanto, as autoridades só entraram em contato 15 anos após a denúncia, depois que Epstein já tinha morrido.
Segundo o jornal New York Post, ela disse que foi apresentada a Epstein por seus agentes após seu ensaio nua para a revista.
As informações surgiram em uma ação movida por 32 vítimas de Jeffrey Epstein contra o governo dos Estados Unidos.
As vítimas acusam o FBI de ter falhado em investigar denúncias envolvendo o financista durante mais de duas décadas.
Segundo o processo, a agência recebeu diversos relatos sobre abusos atribuídos a Epstein desde 1996, mas não teria adotado providências suficientes.
O advogado das vítimas, Jordan Merson, criticou a postura da instituição e acusou a agência de não reconhecer os próprios erros:
"O fato de que o FBI está tentando utilizar detalhes técnicos de procedimento para evitar prestar contas por suas falhas em investigar Jeffrey Epstein por mais de 20 anos deveria ser profundamente preocupante para todos. Como aprender com os erros se eles não forem reconhecidos?".
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