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Como está a economia da Argentina? Entenda as expectativas e os dados atuais

Exportações aumentam, mas crescimento econômico está desacelerando

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Como está a economia na Argentina, veja dados atualizados
Fonte da imagem: Reprodução

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Desde que assumiu o governo na Argentina, as políticas de Javier Milei têm sido elogiadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e outros organismos internacionais. 

O Banco Mundial chegou a projetar um crescimento de 3,6% para a economia argentina em 2026, um desempenho acima do restante da América Latina.

Apesar das projeções otimistas, a recuperação ainda parece enfrentar algumas dificuldades.

Dados divulgados pelo Indec mostram que a atividade econômica caiu 0,5% em maio, marcando o segundo mês consecutivo de retração

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento foi de apenas 0,2%, abaixo das expectativas do mercado.

Exportação cresce na Argentina

O crescimento está concentrado nos setores voltados à exportação. A agricultura voltou a crescer após a forte seca registrada em 2023.

Enquanto isso, a mineração segue impulsionada pela expansão da produção de petróleo e gás em Vaca Muerta e pelo aumento da extração de lítio.

No ano passado, a produção agrícola cresceu 32,2%, enquanto a atividade ligada ao petróleo avançou 13%. 

A mineração registrou crescimento de 3,3%, com destaque para a produção de lítio, que aumentou mais de 40%.

Entre janeiro e maio, as exportações argentinas somaram R$205,2 bilhões, alta de 24,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Outro marco importante foi a transformação da Argentina em exportadora líquida de energia

O país passou de um déficit energético de R$1,3 bilhões em 2023 para um superávit de R$39,6 bilhões em 2025, resultado impulsionado principalmente pela expansão da produção de petróleo e gás.

Esse movimento fortaleceu as reservas internacionais do Banco Central argentino e reduziu o risco-país em cerca de 1.900 pontos para 400 pontos.

Além disso, a agência Moody's melhorou a classificação de risco do país, acompanhando outras grandes agências internacionais.

Já a indústria de transformação, o comércio varejista e parte da construção civil continuam sendo afetados pela queda na demanda das famílias e pelo impacto do ajuste fiscal do governo.

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Inflação desacelera, mas consumo continua pressionado

Desde dezembro de 2023, o governo argentino adotou um programa de austeridade baseado na em medidas como:

  • corte dos gastos públicos;

  • eliminação de subsídios; desregulamentação da economia; 

  • controle mais rígido da política monetária.

As medidas contribuíram para uma queda significativa da inflação. Depois de atingir 211% em 2023, a inflação caiu para cerca de 31% em 2025. A expectativa do mercado é que permaneça próxima desse patamar ao longo de 2026.

Mesmo assim, muitos argentinos ainda não percebem uma melhora no dia a dia. O aumento das tarifas de energia, transporte e outros serviços reduziu o poder de compra. 

Pesquisas privadas indicam que os gastos do consumidor caíram nos primeiros meses do ano, enquanto indicadores de arrecadação e importações também apontam uma demanda doméstica mais fraca.

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