Gravação divulgada após megaoperação no Rio de Janeiro não é o primeiro caso do crime usando animais.
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Um vídeo que circulou nas redes sociais desde o fim de outubro mostra um jacaré dentro de uma caixa d’água devorando o que seriam restos humanos.
Ainda não há confirmação sobre a veracidade do vídeo, mas a gravação foi atribuída ao Comando Vermelho (CV) e mostra uma forma de violência nas áreas dominadas pelo tráfico.
Os répteis estariam sendo utilisados como instrumentos de tortura e eliminação de provas.
O novo vídeo começou a circular após a megaoperação realizada no dia 28 de outubro, batizada de Operação Contenção.
Na ocasião, a Polícia Civil também divulgou que 59 dos mortos tinham mandados de prisão pendentes, e pelo menos 97 possuíam extenso histórico criminal. Outros 62 eram oriundos de fora do estado.
Apesar de não haver confirmação, não seria a primeira vez da Polícia Civil do Rio de Janeiro se deparando com a presença de jacarés ligados ao tráfico.
Em julho, agentes apreenderam um filhote de jacaré na comunidade do Mandela, em Manguinhos, comunidade também controlada pelo CV.
O animal era mantido como mascote por traficantes e também estaria sendo utilizado para intimidar moradores e rivais dos criminosos.
Além do jacaré, os policiais conseguiram apreender coletes, botas e uniformes parecidos com o das forças de segurança.
Antes disso, em 2015, policiais já haviam apreendido outro animal semelhante que pertencia ao traficante conhecido como Motoboy.
O delegado Delmir da Silva Gouvea, responsável pela operação no Complexo da Maré que descobriu o jacaré, afirmou que o réptil era usado para amedrontar rivais:
“O jacaré foi encontrado escondido em um terreno na favela. O bicho estava preso em uma corrente. Tínhamos informações de que ele pertencia ao Motoboy e era usado para aterrorizar seus desafetos.”
A violência no Rio de Janeiro chegou em um nível no qual até mesmo animais se tornaram instrumento de intimidação e símbolo de poder.
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